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    Comércio exterior

    Exportações catarinenses caem 11,1% em setembro

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    Por Estela Benetti
    08/10/2020 - 06h28 - Atualizada em: 08/10/2020 - 06h38
    Movimento de cargas no Porto de Itajaí
    Movimento de cargas no Porto de Itajaí (Foto: Marcos Porto, BD)

    Santa Catarina fechou o mês de setembro com receita de US$ 663 milhões de exportações, valor 11,1% menor que o do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o Estado faturou no exterior US$ 6,140 bilhões, o que representa queda de 10,4% em relação aos mesmos meses de 2019. O agronegócio, considerando carnes, grãos, produtos florestais e outros, responde por aproximadamente 70% das vendas externas do Estado. É justamente desse setor a maior pressão negativa porque as vendas de carnes de aves seguem abaixo da média do ano passado.

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    Os dados foram apurados pelo Observatório da Indústria, da Fiesc, junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. As importações catarinenses somaram US$ 1,4 bilhão em setembro, com recuo de 8,1% frente ao mesmo mês de 2019 e, no ano, acumularam US$ 10,802 bilhões, o que representa uma queda de 14,5% ante mesmo período do ano anterior. Segundo dos dados da Secex, o Brasil fechou o período de janeiro a setembro com queda de 7,7% nas exportações frente aos mesmos meses do ano anterior. Nesse mesmo período, o país importou US$ 114,3 bilhões, cifra 14,4% menor do que ao dos mesmos meses de 2019.

    O principal produto de exportação do Estado continua sendo a carne de aves. Em setembro, as vendas alcançaram US$ 94 milhões, com queda de 34,9% frente ao mesmo mês do ano passado. As razões principais desse recuo são o menor consumo de proteína em importantes mercados em função da queda no número de refeições fora de casa devido à pandemia. A maior produção de frangos em diversos países da Ásia também influencia.

    As exportações de carne suína cresceram 17,1% em setembro frente ao mesmo mês de 2019 e, no ano, acumulam alta de 39,3%. As vendas do produto vão de vento em popa porque a China, que ainda sofre com surto de peste suína africana, não conseguiu retomar a produção e está comprando mais no mercado externo porque está com estoques ainda mais baixos. Os chineses são os maiores produtores e também os maiores consumidores de carne suína.

    Outro produto do agronegócio que segue relevante para a balança comercial de SC é a soja. As exportações da leguminosa cresceram 26,9% em setembro frente ao mesmo mês de 2019 e representaram 11% das vendas totais de SC. O tabaco teve queda de 25% em setembro e respondeu por 3,2% do total.

    Também colaboraram para o resultado negativo do mês o baixo nível de exportações de industrializados. Entre os produtos desse grupo estão geradores elétricos, que tiveram redução de vendas de 21% em setembro frente ao mesmo mês de 2019; e partes de motores, que caíram 25,5%. Um destaque positivo da pauta do Estado no comércio exteror foi a venda de produtos de madeira. Obras de carpintaria, por exemplo, tiveram alta de 44% e móveis, de 6,1%. SC encerrou setembro com o 9º melhor desempenho nas exportações. A liderança é de São Paulo, que no mês vendeu lá fora US$ 30,343 bilhões.

    Apesar do resultado negativo nas exportações, que se mantém desde o início da pandemia, as expectativas para SC são positivas para os próximos meses. Uma das razões é que as vendas externas de carne de frango tendem a melhorar, conforme mostra o desempenho das exportações brasileiras do produto, que estão numa média melhor no segundo semestre deste ano frente ao mesmo de 2019. O mercado que mais amplia compras é a China, que adquiriu 28% mais este ano, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, boa parte dos países está retomando maior atividade econômica no pós-pandemia e começa a comprar mais produtos do mercado internacional. 

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