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Balança comercial

Exportações de SC crescem 15,6% no primeiro semestre

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Por Estela Benetti
08/07/2021 - 07h54 - Atualizada em: 09/07/2021 - 08h54
Porto de Itapoá, no Norte de SC, um dos mais competitivos do Brasil
Porto de Itapoá, no Norte de SC, um dos mais competitivos do Brasil (Foto: Porto de Itapoá, Divulgação)

As exportações de Santa Catarina, no primeiro semestre de 2021, alcançaram US$ 4,643 milhões, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No mês de junho, elas somaram US$ 861.413, montante 40% maior em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os negócios caíram em função da pandemia. Frente ao mês anterior, houve queda de 5%, considerando série dessazonalizada.

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As importações do Estado somaram em junho US$ 2.066, o que corresponde a 132,6% mais do que no mesmo mês de 2020. O saldo mensal da balança de SC foi negativo em US$ 1,20 bilhão. No semestre, as compras lá fora cresceram 65,8%. Os dados são da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) e do Observatório Fiesc.

Em junho, o agronegócio continuou liderando as vendas externas de SC. As maiores exportações, em faturamento, foram de carnes de aves, com US$ 141,5 milhões, carne suína US$ 136,6 milhões, soja US$ 55 milhões, madeiras US$ 42,2 milhões e motores elétricos US$ 36,6 milhões. A receita com carnes de aves cresceu 68% frente ao mesmo mês de 2020 e a de carne suína subiu 51,27% na mesma comparação.

A China foi o maior comprador de produtos embarcados por SC no mês passado, totalizando US$ 165,7 milhões. As aquisições se concentraram em carnes e soja. Os EUA seguiram em segundo lugar, com mais compras de produtos de madeira, incluindo madeira compensada, obras de carpintaria e outros móveis. Dois produtos também seguiram em destaque para aquele mercado: motores elétricos e partes de motores de veículos.

A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vê oportunidades crescentes de vendas para os Estados Unidos em função do acelerado ritmo de retomada do crescimento econômico do país. As vendas em junho alcançaram US$ 136,5 milhões, 40,57% mais que no mesmo período de 2020. O terceiro maior mercado de SC foi a Argentina, que comprou US$ 40,5 milhões, 37,75% mais do que no mesmo mês do ano passado. Em quarto lugar ficou o Chile e em quinto lugar, o México, entre os importadores de produtos de SC.

As importações de junho repetiram a tendência de meses anteriores, com a compra maior de insumos industriais. O cobre refinado foi o produto mais importado, somando US$ 122,1 milhões, uma alta de 417% frente ao mesmo mês de 2020. Segundo a Fiesc, esse aumento mostra que a economia de SC está seguindo a tendência mundial de elevado consumo de commodities metálicas nessa retomada do crescimento na pandemia. O produto é usado na produção de máquinas, equipamentos e semicondutores. O segundo produto mais importado foi fertilizante nitrogenado, com crescimento de 671% do valor das compras frente a junho de 2020. Os maiores fornecedores das importações de SC foram a China, Chile, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.

Como a economia mundial está em crescimento, as exportações de Santa Catarina seguirão crescendo este ano e as importações também. Isso porque elas trazem principalmente insumos para indústrias catarinenses e de outros estados. O fato de o Estado ter déficit na balança comercial não é um problema, mas uma solução porque as importações cresceram, principalmente na última década, pelo dinamismo dos cinco portos no litoral do Estado.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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