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Futuro da indústria

Fiesc anuncia investimento de R$ 510 milhões com ênfase na educação

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Por Estela Benetti
12/08/2021 - 18h48 - Atualizada em: 12/08/2021 - 18h54
Presidente da Fiesc fala sobre investimentos antes da posse
Presidente da Fiesc fala sobre investimentos antes da posse (Foto: Filipe Scotti, Divulgação)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que nesta quinta-feira empossou sua diretoria para os próximos três anos, lançou programa de investimento de R$ 510 milhões nas entidades do Sistema “S” do Estado. O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, informou que esse é o maior programa de investimentos da entidade e 70% desses recursos serão destinados para educação no Senai e no Sesi.

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- Se olharmos hoje Santa Catarina, talvez seja o único estado que esteja em pleno emprego. Não temos cidade em Santa Catarina que não tenha vagas abertas para trabalhadores. Considerando as demandas, vemos uma parcela importante para contribuição do Sistema Fiesc por meio do Sesi e do Senai, que é a capacitação de mão de obra. Estamos nos preparando através do Sesi na formação básica, e do Senai, na qualificação do trabalhador. Por conta disso, estamos fazendo investimentos robustos de R$ 510 milhões nos próximos quatro anos. Estamos em mais de 260 dos 295 municípios do Estado. Temos uma atuação bastante abrangente, mas com esses investimentos, pretendemos melhorar nossa atuação – disse Aguiar em entrevista coletiva, à tarde, antes da solenidade de posse.

O plano visa principalmente fortalecer a formação de estudantes para atuar na indústria 4.0, uma das principais carências de trabalhadores do setor. Os recursos serão utilizados na construção de novas unidades e melhoria dos laboratórios atuais. Questionado sobre ameaças do Ministério da Economia de cortar recursos do Sistema “S”, Aguiar disse que se isso ocorrer, esses investimentos podem demorar mais. Mas alertou que as verbas do setor são privadas.

O presidente da entidade disse que uma das prioridades da nova gestão será aumentar a participação da indústria na economia do Estado e alcançar a liderança nessa área, hoje ocupada pelo Amazonas, em função da Zona Franca de Manaus. Atualmente, o setor industrial responde por cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB).

A Fiesc viu na crise da pandemia uma oportunidade de fortalecer a indústria na economia, especialmente ocupando espaço nos mercados nacional e internacional hoje muito centrado na produção industrial asiática. Conforme Aguiar, os setores que podem avançar mais são os portadores de futuro, apontados em estudo feito há seis anos. Entre esses setores promissores que estão recebendo atenção agora para ampliar investimentos estão o de têxteis e confecções, que é o maior empregador do Estado, e o de madeiras e móveis.

Questionado sobre o risco de racionamento de energia no país, Aguiar reconheceu que é uma preocupação mas espera que não aconteça. E sobre o risco da variante delta da Covid-19, ele falou que preocupa, mas não deve causar uma crise econômica internacional semelhante a do início da pandemia porque a medicina avançou bastante e a doença tem alternativas de prevenção mais conhecidas.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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