A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirma que a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para impor taxa a produtos brasileiros pela Seção 301 tem potencial para impactar as indústrias e a economia de Santa Catarina. Isso porque as novas tarifas de 25% estão sendo direcionadas a produtos manufaturados já afetados por outras normas (como o aço, alumínio e algumas commodities)
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– A recomendação do USTR é especialmente preocupante para Santa Catarina pelo perfil das exportações do estado para os Estados Unidos, mais focado em produtos manufaturados – destaca Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.
A entidade recomenda que os exportadores verifiquem se os produtos que exportam constam na lista como exceção, já que ela contempla cerca de 1,7 mil itens.
Uma análise inicial feita pela federação apurou que somente entre 3,2% e 5,8% das exportações catarinenses aos Estados Unidos estariam isentas dessa nota tarifa de 25% que o USTR ameaça adotar. Considerando as exportações brasileiras, a média que pode ser afetada fica entre 47,5% e 50,9%.
De acordo com Seleme, a Fiesc está preparada para colaborar com a indústria na defesa dos interesses do setor no mercado americano. Nesse tema, de acordo com o empresário, a Fiesc está trabalhando junto com a Confederação Nacional da Indústria na defesa do setor e busca de soluções para que o fluxo de exportações continue.
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Seleme observa que a decisão do governo americano ainda não é definitiva. Foi aberta uma consulta pública antes da definição das tarifas.

