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Vacinas nas empresas

Fiesc informa estar pronta para adquirir vacinas contra a Covid-19

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Por Estela Benetti
14/02/2021 - 15h01
Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar
Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, acredita que vacinas contra Covid podem ser vendidas a entidades privadas este ano (Foto: Filipe Scotti, Fiesc, Divulgação)

O setor privado catarinense, ao mesmo tempo em que mantém os protocolos de prevenção à Covid-19, se prepara para a vacinação pública e, quando puder, vai comprar imunizantes. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que por meio do Sesi-SC é a tradicional compradora de vacinas contra a gripe para 23 unidades regionais do Sesi no Brasil, está pronta para adquirir doses contra o novo coronavírus. A informação é do presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

- Hoje, há uma orientação de todos os fabricantes de atender primeiro as demandas de governos. Nós temos contato com alguns fornecedores e a promessa deles é que tão logo haja liberação para a venda de vacinas para outras entidades que não sejam governamentais, o Sesi-SC estará na fila para comprar – afirma Aguiar.

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Segundo ele, justamente pelo fato de a Fiesc atuar com as vacinas da gripe, os industriais têm perguntado quando terá imunizantes contra o novo coronavírus, se está fazendo gestão para conseguir. Ele tem respondido que a entidade está buscando essa alternativa junto aos laboratórios com produtos aprovados pela Anvisa. O industrial acredita que ainda este ano alguns laboratórios fabricantes poderão iniciar vendas a outras entidades além de governos.

Em média, o setor privado brasileiro adquire de 7 a 10 milhões de doses de vacinas contra gripe por ano e o setor público compra 60 milhões ou um pouco mais. Em 2020, o Sesi-SC adquiriu 1,3 milhão de doses, das quais 243 mil foram aplicadas em trabalhadores catarinenses. A vacinação contra gripe H1N1 nas empresas, este ano, deve iniciar em abril. O objetivo é imunizar grande número de pessoas para que não haja pressão no setor de saúde. 

O presidente da Federação de Empresas do Comércio e Serviços (Fecomércio-SC), Bruno Breithaup, observa que empresas do setor, além de seguir os protocolos de prevenção, estão aguardando a evolução da vacinação pública nacional. Como a entidade não atua com vacina, não há questionamento direto sobre compra de imunizantes por parte de empresas junto à entidade.

As federações estão preocupadas com a chegada, ao Estado, da variante da Amazônia, que é mais contagiosa. Para Aguiar, essa cepa é uma preocupação para toda a sociedade catarinense. Breithaupt diz que é preciso seguir com rígida prevenção e evitar aglomerações porque há risco de o quadro ficar ainda pior.

No Carnaval, o setor privado trabalhará normalmente em Santa Catarina, inclusive na terça-feira. Isso significa que, indústria, comércio e serviços poderão atuar dentro das regras sanitárias das respectivas regiões.

Preocupação com a vida

Entre as grandes empresas de SC que seguem rígidos protocolos de prevenção à Covid-19, inclusive agora que a vacinação já começou, está a varejista Koerich, que está comemorando 66 anos.

- A nossa preocupação é com a vida, por isso, desde o início temos uma comissão interna de combate ao coronavírus e fazemos ações sistemáticas de conscientização com toda a nossa equipe. O vírus é uma realidade e, até termos vacina para todos, temos que aprender a conviver de forma salutar com o mesmo – explica o presidente da companhia, Antonio Koerich.

Além de seguir todos os protocolos recomendados para prevenção, incluindo limitação do número de pessoas nas lojas, a rede Koerich adotou medidas adicionais para proporcionar ainda mais segurança aos empregados e clientes. A empresa higieniza todos os produtos manipulados na área de logística, reduziu o número de produtos nos caminhões e, na hora da entrega das mercadorias, o pessoal usa luvas e álcool gel, além de máscara.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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