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    Fiesc lança plataforma que incentiva internacionalização de indústrias

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    Por Estela Benetti
    22/10/2020 - 08h18 - Atualizada em: 22/10/2020 - 08h29
    O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar (D), e a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante
    O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar (D), e a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante (Foto: Filipe Scotti, Divulgação)

    Santa Catarina conta com mais de 50 mil indústrias, mas apenas cerca de 5% exportam (2.519), segundo o último levantamento, de 2018. No mesmo período, o número de importadoras foi um pouco maior, 2.894. Com o propósito de colaborar para uma maior internacionalização do setor, com mais exportações e importações, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) lançou nesta quarta-feira uma plataforma on-line com informações e serviços a essa área, a www.internacionalizacao.fiesc.com.br, inserida no programa que já desenvolve, o Intercomp.

    O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, reafirmou que a internacionalização de empresas é um dos pilares da atual gestão da entidade. Reconheceu que o país enfrenta obstáculos para crescer lá fora como a precariedade da infraestrutura e a complexa carga tributária, mas admitiu que as empresas têm, também, muito a melhorar internamente para competir no exterior. Para isso a Fiesc pode ajudar com a nova plataforma e a sua equipe de especialistas em comércio exterior.

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    - A empresa, tento uma participação mais ativa no mercado internacional, pode, sem sombra de dúvida, também aumentar sua participação no mercado interno – afirmou Aguiar.

    Segundo ele, SC é um importador competitivo, com a competência dos seus portos e alíquotas tributárias diferenciadas. O Estado também pode ser mais agressivo nas exportações e aprimorar sua produção para atender o mercado interno considerando que há uma tendência de o país depender menos de importações asiáticas.

    A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa (Maitê) Bustamante, disse que o programa de internacionalização da entidade oferece uma série de informações. Um dos serviços é uma avaliação de maturidade para o empresário saber o quanto ele conhece sobre negócios internacionais e o quanto isso se converte em resultado para a companhia.

    Segundo Maitê Bustamante, a Fiesc pode oferecer um atendimento específico para cada empresa, considerando o seu grau de maturidade sobre temas relativos a comércio exterior. A plataforma permitirá fazer isso de forma amigável, de maneira próxima à empresa. Quem já está usando os serviços, identificou que ela ajuda, por exemplo, a melhorar alternativas de fornecimento de matérias-primas, tanto do Brasil quanto do exterior.

    Um dos serviços da plataforma, o Internacionalize Agora, envolve 11 passos necessários para realizar exportações e importações. Também estão disponíveis os serviços Business Advisor, para ajudar as empresas no entendimento de normas técnicas de cada país e outro de planejamento estratégico para internacionalização. A nova plataforma visa atender indústrias de todos os portes, mas como grandes empresas têm estruturas avançadas nessa área, o foco será maior para médias, pequenas e microempresas.

    Atualmente, a Fiesc atua em dois programas que assessoram empresas visando a internacionalização, num total de 400 empresas. Dessas, 300 são do programa Intercomp, da Fiesc. As outras participam do programa Go to Market, em parceria com o Sebrae/SC. O Iintercomp atende apenas a indústria e, com o Sebrae, participam também empresas de comércio e serviços. Esse último programa, por ter participante também do exterior, permite trazer informações sobre a cultura de comércio exterior de outros países.

    Para o lançamento, a Fiesc também trouxe a apresentação da trajetória de inserção no comércio exterior de uma indústria, a Fornari, de Concórdia, que produz equipamentos para agroindústria, incluindo máquina lavadora de ovos orgânicos, que exporta para 10 países das Américas. A CEO da companhia, Luciane Fornari, contou que inicialmente concentrou esforços para o mercado dos Estados Unidos, onde o consumo de ovos orgânicos é elevado.

    Mas graças a um estudo de mercado, viu que deveria concentrar estratégia de vendas no México, que é o grande fornecedor do produto aos Estados Unidos. Ela afirmou que planejamento para atuar no exterior e estudo de cada cultura são importantes. Disse que perdeu uma grande venda para a Turquia porque não sabia que compradores daquele país não fazem negócios com mulheres.

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