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Capital de risco

Fundo de SC para tecnologia atrai investidores institucionais e pessoas físicas

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Por Estela Benetti
15/10/2021 - 10h49
Marcelo Amorim, gestor da Invisto
Marcelo Amorim, gestor da Invisto (Foto: Estela Benetti)

A catarinense Invisto, instituição voltada para venture capital ao setor de tecnologia, inovou no seu terceiro fundo de investimentos, também denominado Invisto, que está captando R$ 100 milhões. O diferencial é que agora, além de investidores institucionais, recebe também recursos de pessoas físicas, informa o empreendedor Marcelo Amorim, que junto com Marcelo Wolowski lidera a gestão. Detalhes do fundo estão sendo apresentados tanto em estande quanto em palestra no Startup Summit, evento que abriu ontem e encerra nesta sexta-feira, no Centrosul, em Florianópolis.

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Segundo Marcelo Amorim, além dos investidores institucionais, estão participando do fundo pessoas, principalmente com aportes de R$ 100 mil ou R$ 200 mil. Nesse grupo estão profissionais liberais, como médicos, engenheiros e outros, mas principalmente pessoas que já foram empreendedores no setor de TI, se deram bem, venderam ou não seus negócios e, agora, voltam a investir retroalimentando no setor. A captação do novo fundo já superou a metade prevista e a expectativa é chegar ao final com cerca de 150 investidores entre institucionais e pessoas físicas, adianta Amorim.

Há 12 anos nesse mercado, o primeiro nome da empresa foi BZPlan. Em 2019, mudou para Invisto. O primeiro projeto foi o Fundo Santa Catarina, o segundo, Sul Inovação e o terceiro, agora, é o Invisto. O foco agora são empresas escaláveis, principalmente da Região Sul, que já estão no mercado. A primeira apoiada foi a Pulse, de Itajaí, que atua com gestão de recursos humanos.

- Muita gente me pergunta porque Florianópolis é tão forte em inovação. É porque tem universidades boas, educação boa. Mas, principalmente porque a característica do catarinense é de empreendedorismo. Os imigrantes que vieram para cá criaram empresas do zero. Temos a Hering, Embraco, WEG, Tigre e muitas outras que são exemplos disso. O DNA do Estado é de empreendedor, o catarinense empreende naturalmente há muitos anos. Isso está acontecendo também no setor de tecnologia – avalia Amorim.

Conforme o empresário, a expectativa é de que a captação prevista seja alcançada até o fim deste ano. Para o primeiro fundo, demorou três anos, no segundo foram dois anos e este será mais rápido, acredita ele. O segundo fundo gerou retorno de 60% em três anos.

Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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