nsc
nsc

Ajuda econômica na pandemia

Governo Moisés diz que ajuda a empresas superou R$ 1,4 bi em 2020 e que apoio vai continuar

Compartilhe

Estela
Por Estela Benetti
15/03/2021 - 18h33 - Atualizada em: 15/03/2021 - 18h47
Carlos Moisés, governador de Santa Catarina
Carlos Moisés, governador de Santa Catarina (Foto: Maurício Vieira, Secom, Divulgação)

Em resposta a entidades e instituições que vêm defendendo ajuda estadual a empresas com vendas afetadas pela pandemia, o governo de Carlos Moisés afirma que fez a sua parte nessa área no ano passado e seguirá apoiando o setor produtivo. Informa que desde o início da pandemia a ajuda do governo estadual superou R$ 1,4 bilhão com empréstimos e postergação de dívidas. Mais medidas na área tributária estão sendo estudadas, o apoio vai continuar e a expectativa é de que, com a execução do Programa de Retomada Econômica, o valor vai atingir R$ 2,3 bilhões até 2022.

Pequenas empresas cobram apoio financeiro público para enfrentar a pandemia

Essa resposta do governo acontece após uma série de cobranças por apoio a empresas, feitas pelo Ministério Público (MPSC), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Assembleia Legislativa, Ampe Metropolitana, Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e Federação das Indústrias do Estado (Fiesc).

Câmara da Fecam propõe medidas estaduais de apoio a empresas na pandemia

De acordo com o governo, dos R$ 1,4 bilhão já liberados, R$ 330 milhões foram emprestados via Badesc, a agência de fomento do Estado, que ofereceu juros mais acessíveis. Esse valor representa 186% mais em relação ao ano anterior. A instituição também apoiou o programa Juro Zero, que no ano passado emprestou quase R$ 60 milhões em 15 mil operações de crédito.

.​Deputados cobram de Moisés ajuda a pequenas empresas afetadas pela pandemia

Além disso, foi criado o Fundo de aval para oferecer garantia a empréstimos de empreendedores que não têm como oferecer garantia real. Por meio do BRDE, o volume de operações para Santa Catarina superou R$ 1 bilhão, 25% mais do que no ano anterior, informa o governo. Empresas de comércio e serviços emprestaram montante total 120% maior do que no ano anterior.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon, uma prova de que essa política do governo está dando certo é o resultado da economia como um todo. Santa Catarina teve queda de 0,9% do PIB no ano passado enquanto, a média nacional foi uma retração de 4,1%. Outro indicador importante foi o saldo positivo de 53 mil novos empregos no Estado ano passado. Ele destaca que está indo para a Assembleia o Prefic, que é o refinanciamento de dívidas de empresas com o Estado, e também estão sendo elaborados projetos de lei para incentivar a economia.

- Esta semana, o governador deve anunciar mais duas ou três medidas econômicas, tendo em vista um ano da pandemia. São projetos de lei para incentivar a economia, que ainda estão sendo estudados – disse Buligon.

Na avaliação do presidente da Federação das Associações Empresariais do Estado (Facisc), Sérgio Rodrigues Alves, o governo catarinense vem dando respostas a demandas de diversos setores econômicos, tem procurado ajudar.

- É obvio que nem sempre consegue atender da forma que gostaríamos. Existem limitações de recursos, mas temos que reconhecer que tem feito todos os esforços para amenizar a situação de empresas em dificuldades – disse Alves.

O presidente da Ampe Metropolitana, Piter Santana, afirmou que as linhas de crédito oferecidas no ano passado para pequenas empresas foram insuficientes. Ele reconhece que o programa Juro Zero para Microempreendedores Individuais (MEIs), que teve o valor ampliado de R$ 3 mil para R$ 5 mil, foi o que mais ajudou o segmento. Observou que, no caso do programa federal, o Pronampe, somente 5% das empresas que solicitaram conseguiram o recurso.

Para este ano, a Ampe Metroplitana levou nova proposta de Juro Zero para o governo do Estado. Segundo o empresário, o objetivo é atender empresas afetadas por lockdown ou restrições que estão impedindo o funcionamento de empresas de serviço e comércio nos seus ritmos normais, em diversas cidades. O que se espera é que o setor público consiga dar respostas rápidas frente aos grandes obstáculos causados pela pandemia.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Mais colunistas

    Mais colunistas