Fundado em 2013 pela empresária Luiza Helena Trajano, o Grupo Mulheres do Brasil acaba de alcançar o número de 100 mil associadas no país. Com essa representação suprapartidária, pretende influir mais em decisões políticas, inclusive na apresentação de projetos de lei. Em Santa Catarina são cerca de 5 mil mulheres cadastradas, com núcleos em Florianópolis, Joinville, Blumenau e Chapecó, além de outros começando, informa a presidente estadual do Mulheres do Brasil, Annalisa Dall Zotto.

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– Somos atualmente o maior grupo político suprapartidário do país! Isso significa que não estamos vinculadas a nenhum partido político, mas somos políticas sim, porque nos engajamos em pautas que são caras à sociedade. É um momento importante e de celebração para o Grupo Mulheres do Brasil, pois termos 100 mil mulheres unidas e trabalhando por um mesmo propósito é uma força muito grande, demonstra a nossa voz, que representa os anseios por um país e um mundo mais justo. Somente com a união da sociedade civil é que podemos fazer essa transformação – diz Luiza Trajano em comunicado para marcar a conquista de 100 mil sócias.

O movimento foi criado para incentivar mulheres a influir mais nas decisões importantes do país. As causas que o Mulheres do Brasil seguirá defendendo são as de interesse coletivo. Durante a pandemia, o grupo se dedicou a colaborar para acelerar a vacinação no Brasil, com o movimento Unidos pela Vacina. Segundo Annalisa Dall Zotto, uma das prioridades em Santa Catarina, a partir de agora, será a inclusão de jovens em carreiras no setor de tecnologia.

– A partir de 100 mil mulheres, a gente pode influenciar mais, entrar com projetos de lei. Poderemos ter uma força política maior. A meta de 100 mil mulheres era muito importante para nós. Independentemente de quem estiver no poder, se a causa é boa a gente vai defender, se a causa é ruim a gente via criticar. E as causas são sempre aquelas boas para o país, como educação, muito combate à violência contra mulher e outras – destaca a presidente do grupo em SC.

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Durante a pandemia, o grupo realizou o Movimento Unidos pela Vacina, que arrecadou mais de R$ 56 milhões em doações para atender mais de 4.100 prefeituras no país. Adquiriu mais de 2 milhões de itens, uma parte dos quais ainda está sendo entregue.

Em Santa Catarina, 156 municípios tiveram demandas atendidas pelo movimento para melhor aplicar as vacinas contra Covid-19. Uma das heranças para Florianópolis será uma usina de produção de oxigênio, que ainda está sendo instalada.