Nova pesquisa mostra que seis de cada 10 brasileiros têm o sonho de abrir o negócio próprio e o Sebrae é a instituição que oferece capacitação para essas novas empresas darem certo. Essas informações foram destacadas nesta segunda-feira pelo presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, em Florianópolis, antes do início dos trabalhos de planejamento estratégico da instituição para os próximos quatro anos.

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– O Sebrae oferece capacitação, a certeza de ter um negócio seguro e de poder acessar o crédito, com a segurança de que o negócio vai dar certo. Esse é o papel fundamental que o Sebrae vai desenvolver – disse o presidente da instituição.

Este encontro de planejamento é histórico para Santa Catarina porque, pela primeira vez, por uma convergência política, a liderança do Sebrae Nacional está com catarinenses. Décio Lima, presidente do PT estadual e segundo colocado na eleição ao governo do Estado é o presidente executivo. O presidente da Federação da Agricultura de SC, José Zeferino Pedrozo, é o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional. Além disso, o diretor do Sebrae-SC, Anacleto Ortigara, será eleito presidente da Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais (Abase).  

Décio Lima deixou claro que o trabalho do Sebrae será voltado à inclusão, à formalização e capacitação de empreendedores informais.

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-Foi essa a tarefa que o presidente Lula me designou. Você vá para lá para trazer esse importante setor da economia brasileira para uma política de esperança. Quando você tem o diagnóstico de que 60% do povo brasileiro quer ser empreendedor, é um avanço cultural que passamos a ter – destacou Décio Lima.

Segundo ele, nesse cuidado especial ao empreendedor o Sebrae também vai se posicionar sobre os grandes temas nacionais. Criticou as altas taxas de juros do Banco Central, de 13,75% para reduzir a inflação, dizendo que é um absurdo e que inviabiliza o microcrédito. Também disso que a reforma tributária não poderá penalizar os pequenos negócios.  

– O caminho é o fortalecimento as micro e pequenas empresas, é dar condições técnicas e financeiras, com crédito assistido – destaca o presidente do conselho do Sebrae Nacional, José Zeferino Pedrozo.  

Segundo ele, essa participação conjunta de lideranças catarinenses na instituição em nível nacional vai colaborar para difundir a cultura empreendedora catarinense, que é um dos modelos de sucesso no país.

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Para o superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, uma das prioridades para o Sebrae no Estado será colaborar com as pequenas e microempresas para avançar em competitividade e produtividade, para que cresçam nos mercados do Brasil e exterior.

– Temos que melhorar a produtividade da micro e pequena empresa. Melhorando a produtividade você melhora resultados e evita mortalidade e impulsiona as empresas a participarem de mercados mais exigentes. Hoje, o Estado tem cerca de 1 milhão de empresas, as micro e pequenas são 93% desse total. Mas somente 1,3% das exportações de SC são feitas por esse segmento. Nosso grande desafio é internacionalizar a pequena empresa – explica Carlos Henrique.

Em 2022, Santa Catarina abriu 214 mil novas empresas, mas 81 mil foram fechadas. Para o superintendente do Sebrae-SC, se as empresas estiverem mais preparadas e competitivas, vão fechar menos.

No Estado, as micro e pequenas empresas e os Microempreendedores Individuais (MEIs) respondem por 93% do total de empresas e 42% o Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, oito de cada 10 empregos abertos em SC foram gerados pelo segmento.

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Mas um desafio está na área de crédito. De cada quatro micro e pequenas empresas que solicitaram crédito em SC, somente uma conseguiu. Conforme o superintendente, muitas que contrataram o Pronampe durante a pandemia, com juros de 2% anuais da taxa Selic, hoje não estão conseguindo pagar os 13,75% dessa taxa que subiu. Muitas estão tentando renegociar prazos.

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