Industriais do Brasil e Estados Unidos que participaram do Industry Day em Nova York nesta segunda-feira (11) mostraram mais confiança na queda de tarifas em função da reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump na última quinta-feira. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, que participou do evento e também no SC Day, falou desse otimismo e disse que uma taxa que pode cair é a enfrentada hoje pelo setor de madeira por questão de desmatamento.
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Seleme esteve nos eventos juntamente com o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mario Cezar de Aguiar, que antecedeu ele na presidência da Fiesc.
De acordo com Seleme, além da taxação geral de 10%, diversos setores do Brasil ainda enfrentam tarifas maiores para vender aos EUA em função da Seção 301. Esta é uma norma da lei comercial americana, que autoriza punição quando o mercado dos EUA é prejudicado por prática comercial.
— Uma das taxas pela Seção 301 é relativa a desmatamento. Mas nós estamos provando que o Sul do Brasil não tem desmatamento, produz e comercializa itens de florestas renováveis, com certificação internacional — disse o presidente da Fiesc.
Para o empresário, essa série de eventos que aproxima empresários brasileiros e americanos é muito importante para ampliar negócios.
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Taxas podem ser desafio político
— Os empresários brasileiros desejam uma normalidade dos negócios entre os dois países, mas eu senti que os empresários americanos também desejam isso. Nós ainda temos problemas com a Seção 301, que envolve vários segmentos. São cinco itens fortes ali que nós temos que superar — diz o presidente da Fiesc, para quem o problema, agora, é mais político.
Para o vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar, as tarifas dos Estados Unidos são uma grande preocupação do setor industrial catarinense porque o estado é grande exportador, principalmente para o mercado americano. E as tarifas mais altas prejudicam as exportações.
— Temos a Seção 301 que pode prejudicar o estado novamente. Mas o governo está trabalhando e acho que esse problema foi tratado na visita do presidente Lula — afirmou Aguiar.
— E o fato é o seguinte: nós somos um estado importante, embora com pequeníssima escala, dado o grande mercado que é o americano. Mas nós temos importância grande para alguns setores. Vou citar, por exemplo, a fabricação de blocos e cabeçotes de motores, que é a Fundição Tupy. E a própria WEG tem exportação significativa para os Estados Unidos. Então, é fundamental que haja uma regulamentação rápida das tarifas — diz Aguiar.
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*A colunista viajou a Nova York a convite da Apex Partners

