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Inflação de Florianópolis sobe 0,83% em novembro e pressão por alta continua

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Por Estela Benetti
01/12/2021 - 09h47
Preços de frutas e verduras pesaram na inflação de novembro
Preços de frutas e verduras pesaram na inflação de novembro (Foto: Diorgenes Pandini, NSC, BD)

O aumento de preços segue como o principal desafio econômico da maioria dos consumidores do Brasil. As variações da inflação em Florianópolis ficam próximas da média nacional. No mês de novembro, os preços na capital subiram 0,83% e no acumulado de 12 meses chegaram 10,80%, informou a Udesc Esag, que calcula o Índice de Custo de Vida (IVC).

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Como de janeiro a novembro a inflação acumulada da capital chegou a 9,81%, significa que vai fechar o ano em torno de 11%. Dos 297 itens pesquisados pela Udesc, 109 aumentaram mês passado, 37% do total.

Entre os grupos de produtos pesquisados, a maior alta veio dos transportes, 1,17%, apesar de os combustíveis para veículos terem subido 1,67%, bem menos do que a alta 11,5% no mês de outubro.

O grupo de alimentos também ficou mais caro, com alta média de 0,90%. A alimentação fora de casa subiu 0,95%. Frutas (5,54%) e verduras, como o aumento de 17,7% da couve-flor, pressionaram mais.

Pesaram também o grupo de habitação, com alta de 1,03%, despesas pessoais 1,91% e artigos de residência (0,50%). Somente o grupo de vestuário recuou. Teve queda de 0,36%.

Apesar do arrocho do Banco Central com a subida dos juros básicos, a inflação segue preocupando porque ela tem duas causas. Uma é o problema de oferta de produtos e serviços, que vem do exterior, mas também tem muitas causas nacionais, incluindo a escassez de energia. Para o coordenador do índice da Udesc, Hercílio Fernandes, essa causa é mais difícil de conter, mesmo com a alta dos juros básicos.

A outra causa são problemas políticos, com dúvidas sobre os gastos do governo federal. Isso eleva o dólar que aumenta a inflação. Apesar dessas adversidades, a projeção para o ano que vem é que a inflação oficial do país ficará em torno de 5%.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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