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Intelbras lucra R$ 363 milhões em 2021 e prevê investir R$ 100 milhões em fábricas

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Por Estela Benetti
28/02/2022 - 18h48
Imagem de uma das unidades da Intelbras, em São José, Santa Catarina
Imagem de uma das unidades da Intelbras, em São José, Santa Catarina (Foto: Divulgação)

A catarinense Intelbras, que atua com equipamentos para segurança, comunicação e energia, encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 363,5 milhões, 10,8% maior que o do ano anterior. A receita operacional líquida do mesmo período alcançou R$ 3,1 bilhões, com alta de 44,6% frente a de 2020. O CEO da companhia, Altair Silvestri, informa que os investimentos em fábricas e no centro de distribuição no Nordeste, em 2022, vão somar R$ 100 milhões.

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Além do crescimento orgânico, a Intelbras também vai avançar este ano por meio de aquisições. A maior já realizada pela empresa foi a compra da Renovigi Enegia Solar, anunciada este mês, por R$ 335 milhões. Entre as apostas da companhia, para 2022, está também o lançamento de equipamento para instalação da telefonia 5G no Brasil e exterior. 

No quarto trimestre de 2021, a Intelbras obteve receita operacional líquida de R$ 906,8 milhões, 24,2% superior a dos mesmos meses do ano anterior. O lucro líquido somou R$ 100,2 milhões, com recuo de 51,6% frente ao mesmo período de 2020 e alta de 13,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

- Concluímos 2021 com grande satisfação. Tivemos um excelente resultado no quarto trimestre, que marcou o trabalho de um ano completo de dedicação e esforços de todos os nossos mais de 5 mil colaboradores e parceiros comerciais. Nossos planos se concretizaram ao longo deste exercício, o que nos dá segurança para planejar 2022 com a certeza de que será um ano complexo do ponto de vista macroeconômico, mas que nos trará oportunidades importantes de consolidarmos ainda mais nossa marca e nosso negócio - avalia Altair Silvestri.

O segmento de equipamentos de segurança trouxe os maiores resultados para a Intelbras a longo de 2021. Respondeu por 52% da receita operacional líquida do ano e teve crescimento de 41,2% frente a 2020, que foi o primeiro ano afetado pela pandemia.

A maior expansão foi registrada no setor de energia, que tem como principal negócio a instalação de usinas solares. Esse setor registrou crescimento de 155,9% no ano e respondeu por 18% da receita operacional líquida. As duas unidades de negócios cresceram acima do projetado.

O setor de comunicação, que foi o mais afetado pela falta de componentes em função da pandemia, respondeu por 30% da receita da empresa. Apesar das dificuldades, cresceu 18,8% no ano passado.

Sobre investimentos realizados no ano passado, a empresa informou no balanço que destinou R$ 172 milhões entre projetos em fábricas e na aquisição da empresa Khomp. Além disso, investiu R$ 68 milhões em manutenções.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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