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IVG lança plano para doações a centro de educação em tecnologia

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Por Estela Benetti
28/08/2021 - 16h06 - Atualizada em: 30/08/2021 - 08h18
Padre Vilson Groh lidera novo projeto para formação de jovens para atuar em tecnologia
Padre Vilson Groh lidera novo projeto para formação de jovens para atuar em tecnologia (Foto: Divulgação)

Uma das cidades brasileiras com altos índices de qualidade de vida, Florianópolis precisa ampliar conexões entre seus moradores de alta renda e os que vivem em situação de vulnerabilidade. Entre as principais iniciativas com esse objetivo está o Programa Pode Crer, do Instituto Padre Vilson Groh (IVG), que acaba de lançar plano para atrair doações e, assim, viabilizar a construção do primeiro Centro de Tecnologia e Inovação em comunidade, no maciço do Morro da Cruz, no Centro da cidade. O investimento coletivo previsto é de R$ 6 milhões.

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O projeto piloto que começou este ano e já supera expectativas na formação de jovens, tem patrocínio da Caixa, entidades e empresas catarinenses. No evento do lançamento do plano quinta-feira, no WK Hotel, além do presidente do IVG, Pe. Vilson Groh, estavam o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o vice-prefeito de Florianópolis Topázio Silveira, e mais de 50 empresários, entre os quais apoiadores do IVG como Waltinho Koerich, Jaime de Paula e Rafael Kuerten.

Pedro Guimarães, que tem procurado ver de perto as dificuldades de renda na maioria das regiões do Brasil, ficou animado com os resultados já alcançados pelo projeto piloto em SC. O empresário Rafael Kuerten, familiarizado com números, foi quem sugeriu plano coletivo para viabilizar o primeiro centro de inovação. Segundo ele, cem empresários podem doar R$ 60 mil cada, que somará os R$ 6 milhões. Para esse investimento ficar mais leve, propôs que o valor individual seja dividido em 12 vezes, o que dá exatamente R$ 5 mil por mês. O convite é principalmente para empresários do setor de tecnologia, mas outros também podem colaborar.

- O objetivo é construir uma perspectiva para que os jovens resolvam problemas coletivos das suas comunidades através da tecnologia como instrumento possível. Ao mesmo tempo, vamos formar essa juventude para o mercado de trabalho. Para nós, é uma grata satisfação ver os saltos que os jovens do projeto piloto estão alcançando em presença, aprendizado, propostas e soluções que sugerem – afirma o padre Vilson Groh.

A partir desse projeto piloto com 70 adolescentes na comunidade João Paulo, em Palhoça, e 220 jovens de 14 a 20 anos no Centro Cultural Escrava Anastácia, em Florianópolis, o plano é construir cinco centros de tecnologia e inovação em comunidades, explica o padre. O primeiro centro vai impactar o Morro da Cruz, na Capital, que tem 32 mil habitantes. Serão mais quatro centros, dos quais um será no bairro Saco Grande, em Florianópolis e outro no bairro Frei Damião, em Palhoça.

- A proposta é pensar a questão equânime, de como tornar a cidade inclusiva, democrática, inteligente e tecnológica. É impossível fazer uma cidade assim sem olhar o entorno, os territórios empobrecidos – alerta Vilson Groh.

Além da Caixa, são parceiros do programa nessa primeira fase a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Sebrae Santa Catarina, Movimento Floripa Sustentável, Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Instituto Guga Kuerten e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) Brasil, além de empresas.

50 mil pessoas recebem até R$ 178 por por mês

Durante o lançamento do plano para o primeiro centro de tecnologia, o Pe. Vilson Groh recebeu a informação de que em Florianópolis cerca de 50 mil pessoas vivem com até R$ 178 por mês, o que significa situação de pobreza. É a partir da convivência com essas dificuldades que o padre conclui ser possível construir uma rede solidária na cidade. Ele afirma que ao oferecer oportunidade de educação aos jovens, eles elevam a qualidade de vida das comunidades.

Pe. Vilson chama a atenção para o fato de que investir na formação de jovens de comunidades é muito mais barato do que atender os que acabam optando por vida que envolve infração de leis. Segundo o balanço social do IVG, a formação de um jovem na instituição custa por mês R$ 575,66. Em instituição da Justiça com semiliberdade custa R$ 6.882,44 por mês, e com internação sai por R$ 12.887,03 por mês.

Neste sábado, Pe. Vilson falou com a coluna após acompanhar mulheres na instalação de uma horta na comunidade de Nova Descoberta, em Florianópolis. Fez questão de lembrar que 28 de agosto é o Dia do Voluntariado e comentou também um pouco sobre os resultados do trabalho que realiza na cidade há 40 anos.

Atualmente, o IGV atende mais de 6 mil crianças, adolescentes e jovens, com idade entre dois meses a 24 anos. A partir do suporte da instituição, dezenas já conseguiram concluir curso superior, entre os quais uma médica que está voltando de residência no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

- Queremos agradecer profundamente o voluntariado da Rede IVG. É um voluntariado que constrói a corrente do bem, feito de pessoas para pessoas. Ser voluntário é assumir uma causa, uma grande relação amorosa ao próximo, rompendo com a indiferença e tornando isso uma dimensão da sua vida, que leva à transformação das realidades – afirmou Padre Vilson em vídeo sobre o Dia do Voluntariado.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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