A indústria é um dos setores que será mais impactado pela redução da jornada de trabalho. As agroindústrias, que têm uma produção viva e toda encadeada, terão grandes desafios para enfrentar em função da nova jornada. O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, afirmou que terá que ser “quase que um recomeçar”. A central cooperativa, que tem 51 colaboradores diretos, teria que contratar mais 11 mil para produzir um pouco menos do que atualmente.
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– Nós temos 51 mil colaboradores. Nas simulações que fizemos, para produzir um pouquinho menos do que a média atual teríamos que contratar mais 11 mil trabalhadores. Isso é um custo a mais que trago para dentro de casa. Será que o consumidor vai pagar por isso? Eu não tenho outra alternativa senão repassar esses custos para o preço do meu produto – destaca Neivor Canton, presidente da Aurora Coop.
O líder cooperativista diz que o mercado não está aceitando reajustes de preços. E outro desafio é a falta de trabalhadores. Se a Aurora não consegue preencher as vagas na situação atual, terá muito mais dificuldades para contratar mais 11 mil trabalhadores.
– O mercado não está ofertando mão de obra. Então, o que nós vamos ter que fazer imediatamente, à medida em que a legislação mudar, é reduzir o volume de produção.
Isso implica em fechar granjas de produtores rurais que vão ficar sem a sua atividade. E diminuir a mão de obra também, aí vai haver desemprego, porque vai haver uma ociosidade nas indústrias. O nosso setor vai ser afetado dessa forma – explicou o presidente da Aurora Coop.
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– Outros setores talvez até consigam fazer uma ginástica e se adequar, mas a nossa área vai ter, num primeiro momento, esse reflexo. Vai ser quase que um recomeçar. Eu vou ter que medir de novo a capacidade de compra do consumidor, ver quanto eu posso ofertar de produto a novos preços, porque os custos serão diferenciados – explica Neivor Canton.

