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Impostos elevados

Jovens empresários comparam tributação com carro velho e cobram reforma

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Por Estela Benetti
17/09/2021 - 08h07 - Atualizada em: 17/09/2021 - 08h21
Deputados recebem na Facisc réplica de veículo velho, numa comparação com sistema tributário do país
Deputados recebem na Facisc réplica de veículo velho, o Jeep Willys, numa comparação com sistema tributário do país (Foto: Facisc, Divulgação)

O Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de Santa Catarina (Cejesc), entidade da Facisc, realizou nesta quinta-feira uma edição mais virtual do Feirão do Imposto, em que comparou o sistema tributário brasileiro com o Jeep Willys, carro do ano de 1966, quando foi aprovado o atual código tributário brasileiro: velho e ineficiente. No evento, com reunião da diretoria da Federação das Associações Empresariais (Facisc), os jovens rafirmaram que o atual sistema de impostos do Brasil precisa de reforma porque cobra mais dos pobres enquanto o setor público não dá retorno em serviços de qualidade.

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O presidente do Cejesc, Bruno Saldívia, entregou réplicas do veículo antigo para o deputado estadual Bruno Souza (Novo) e ao deputado federal Gilson Marques (Novo-SC), que estiveram no evento. O senador Jorginho Mello (PL-SC) participou virtualmente e informou que na próxima semana a Câmara dos Deputados deve votar o programa Relp, que consiste no novo Refis nacional com prazo de 15 anos para parcelamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs).

Bruno Souza enfatizou que o Brasil tem um dos piores códigos tributários do mundo porque prática alta carga de impostos e cobra mais dos pobres. O deputado Gilson Marques chamou a atenção para a falta de retorno ao cidadão, isto é, oferta de serviço público de qualidade. 

Brasil no topo da complexidade tributária

O Cejesc fez questão de citar de novo um dos argumentos que usa para defender a urgência da reforma tributária brasileira. É que o ranking internacional Tax Complexity Project, criado por duas universidades da Alemanha, a LMU, de Munique e a Universidade de Parderborn, colocou o Brasil como o país com a mais complexa carga tributária do mundo. A propósito, isso tem sido motivo para algumas multinacionais não instalarem unidades produtivas no país.

Jeep Willys, o carro usado pelo Cejesc para comparar o setor tributário brasileiro
Jeep Willys, o carro usado pelo Cejesc para comparar o setor tributário brasileiro
(Foto: )

O presidente da Facisc, Sérgio Rodrigues Alves, que já esteve do outro lado do balcão como secretário de Estado da Fazenda, falou aos parlamentares que a reforma tributária precisa sair. Do contrário, o Brasil terá que continuar com os efeitos negativos do atual sistema tributário.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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