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    Lucro de multinacional com sede em Florianópolis quase dobra no trimestre da pandemia; entenda

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    Por Estela Benetti
    31/07/2020 - 06h31 - Atualizada em: 31/07/2020 - 08h35
    A sede da Engie Brasil Energia, em Florianópolis
    A sede da Engie Brasil Energia, em Florianópolis (Foto: Engie, Divulgação)

    No período mais difícil para a economia em função do novo coronavirus, quando os resultados da maioria das companhias derreteram, a Engie Brasil Energia apresenta balanço com lucro líquido quase o dobro maior. A multinacional com sede em Florianópolis obteve R$ 765,8 milhões no resultado final, 98,7% superior ao do mesmo trimestre do ano passado.

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    Este salto no período não teve apenas uma causa. A empresa seguiu sendo remunerada pelos contratos de venda de energia que tem com as distribuidoras, que foram socorridas pelo governo federal nas suas perdas financeiras. O Ebitda da companhia alcançou R$ 1,4 bilhão, 36,1% superior ao de igual período de 2019. Esse crescimento resultou de vendas maiores de energia com a entrada em operação da térmica Pampa Sul que gerou receita de R$ 149,8 milhões, mais a participação no lucro da Transportadora Associada de Gás (TAG) adquirida ano passado, redução de despesa financeira devido à queda da inflação e também entrada de receita vinda de ganho em ação judicial relativa a impostos federais no valor de R$ 72,9 milhões.

    A receita operacional líquida do trimestre alcançou R$ 2 bilhões, com alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

    O presidente da companhia, Eduardo Sattamini, afirmou que no trimestre, ao mesmo tempo em que manteve os colaboradores em home office, a companhia conseguiu manter investimentos, as obras avançaram, houve lançamento de produtos e o processo de aquisição da TAG avançou. Entre as novidades, a Engie destacou em seu balanço o lançamento do E-conomiza, uma solução comercial para empresas que visam reduão de custo de energia por meio de migração simplificada para o mercado livre.

    Com foco em energias limpas, a companhia relatou no balanço que recebeu a confirmação das Nações Unidas (UNFCCC) de que o projeto de créditos de carbono do Conjunto Eólico Campo Largo – Fase II foi registrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

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