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Perdas agrícolas

Ministra visita SC para avaliar perdas com seca, que eleva preços de grãos

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Por Estela Benetti
12/01/2022 - 11h08
Agricultor Oscar Possebon, de Capinzal, mostra estrago da seca em espiga de milho
Agricultor Oscar Possebon, de Capinzal, mostra estrago da seca em espiga de milho (Foto: Haroldo Elias, Reprodução)

Sem chuvas há mais de 40 dias devido ao fenômeno climático La Niña, algumas regiões do Oeste de Santa Catarina registram perdas médias de 40% em lavouras de milho, o que resultou em aumentos de preços de até 14,5% nas propriedades. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visita Chapecó hoje à tarde para ver a situação em uma propriedade e conversar com lideranças do governo do Estado e da região às 17h, no centro de eventos Plínio de Nes. Os prejuízos em SC são estimados em mais de R$ 1,5 bilhão na agricultura e a expectativa é de que ela libere algum tipo de ajuda para enfrentar o problema. 

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Segundo projeções da Epagri, a queda de produção nas lavouras de milho são maiores porque a falta de chuvas pegou a fase de floração e maturação dos grãos. O analista de mercado da empresa, Haroldo Elias, informa que em função dessa falta de chuvas, o preço da saca de milho em propriedades do Oeste de SC subiu de R$ 83 a R$ 85 em novembro para R$ 95 agora, o que significa alta de 11,7% a 14,4%.

- Da primeira safra de milho do Brasil, de 25 milhões de toneladas, a metade é do Sul. A perda de 30% da produção significa perto de 4 milhões de toneladas a menos. Isso já está pressionando preços na região – explica Elias.

Os prejuízos percentuais com soja são menores, mas superam 20%. Uma preocupação é a alta temperatura, que aquece o solo e afeta a cultura que foi plantada mais recentemente. Um dos produtores visitados por Elias foi Oscar Possebon, de Capinzal. Ele informou que plantou no final de agosto e a seca afetou justamente a fase de crescimento do grão. Por isso, ao invés de colher 190 sacas de milho por hectare, colherá cerca de 85, o que significa 55% a menos.

De acordo com o analista da Epagri, chama a atenção o fato de uma área ter muita seca, com danos elevados em lavouras, e cinco quilômetros adiante ter uma lavoura normal porque choveu mais naquela região.

O agricultor Oscar Possebon, que teve perda na lavoura de milho
O agricultor Oscar Possebon, que teve perda na lavoura de milho
(Foto: )

A seca atinge também uma parte do Rio Grande do Sul, Oeste do Paraná e uma parte do Mato grosso do Sul. Em função do problema, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 6,7 milhões de toneladas a quebra na safra 2021-2022. Mesmo assim, prevê que a colheita será de 284,4 milhões de toneladas, 12% maior que a do ano anterior.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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