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Efeito da pandemia

Na pandemia, farmácias de manipulação de SC crescem mais que as do país

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Por Estela Benetti
21/03/2022 - 12h45 - Atualizada em: 21/03/2022 - 13h36
Fornecimento de medicamentos e vitaminas manipulados cresceu durante pandemia.
Fornecimento de medicamentos e vitaminas manipulados cresceu durante pandemia. (Foto: Charles Guerra / Agencia RBS)

O fornecimento de medicamentos e vitaminas sob medida para pacientes durante a pandemia, incluindo também serviços para hospitais, garantiu crescimento acima da média para o setor de farmácias de manipulação, também conhecidas como farmácias magistrais. Levantamento feito pela Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) apurou que em Santa Catarina, primeiro semestre do ano passado, 87,6% dos associados tiveram aumento no volume de vendas frente ao mesmo mês de 2020 e, no segundo semestre, 68,8% venderam mais.

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Essa mesma pesquisa levantou que no Brasil, em média, 58,8% das farmácias tiveram crescimento de vendas no primeiro semestre de 2021 e 32,9% cresceram no segundo semestre, frente aos respectivos semestres do ano anterior. As informações são do diretor executivo da Anfarmag, Marco Fiaschetti, ao destacar que o setor conta, no Brasil, com cerca de 8 mil estabelecimentos. Em SC, são aproximadamente 450.

No ano anterior à pandemia, o faturamento do setor, no país, teve crescimento real de 2,8%, após uma sequência de altas de 5% a 10%. Em 2020, com a chegada da doença, cresceu 14,1% e a receita total do setor alcançou R$ 8,3 bilhões.

- A farmácia de manipulação atende todas as especialidades médicas, assim como outros profissionais, como dentistas, veterinários, biomédicos. É uma gama bastante heterogênea de profissionais que opta pela terapia personalizada para tratamento de saúde – afirma Marco Fiaschetti.

Marco Fiaschetti, diretor executivo da Associação Nacional das Farmácias Magistrais
Marco Fiaschetti, diretor executivo da Associação Nacional das Farmácias Magistrais
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O aumento de atividades puxou a geração de empregos. De acordo com Alessandra Uber Ghise, diretora da Anfarmag em Santa Catarina, no primeiro semestre do ano passado, 37,5% das empresas do setor contrataram dois colaboradores ou mais. No segundo semestre, 56,3% criaram vagas. Apenas 6% das empresas fizeram demissões em 2021 no Estado.

Segundo ela, um dos desafios desde o início da pandemia foi a oferta de insumos. Isso ocorre porque a maior parte dos itens vem do exterior, em especial da Índia e da China.

- No primeiro loockdown em função da pandemia tivemos desabastecimento de várias mateiras-primas, assim como o mercado mundial. É preocupante o fechamento de portos na China, apesar de o setor contar com fornecedores do mundo todo. Pode acontecer desabastecimento – alerta Alessandra Ghisi.

Alessandra Ghisi, representante da Anfarmag em SC
Alessandra Ghisi, representante da Anfarmag em SC
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Conforme o diretor da Anfarmag, entre os principais serviços das farmácias magistrais na pandemia é fornecer medicamentos de outras formas, para atender demandas de hospitais e centros de saúde. O mais comum foi oferecer medicamento líquido para pessoas intubadas, que não podiam ingerir cápsulas.

Ele conta que o setor teve três fases de demandas maiores desde a chegada da Covid-19. No começo foi elevada procura por álcool em gel porque o mercado não oferecia o suficiente. Depois, com a chegada da doença, as instituições de saúde passaram a solicitar medicamentos na forma líquida e, agora, são mais produtos para tratar sequelas da Covid.

Remédios manipulados para PETs

São as farmácias magistrais que fazem, também, os medicamentos manipulados para pequenos animais, principalmente cães e gatos. Isso apesar de, cada vez mais, estar abrindo farmácia de manipulação específica para animais.

Número de farmácias abertas em SC dispara nos últimos anos por conta da pandemia

Alessandra Ghisi explica que o setor presta diversos serviços porque é muito difícil ministrar medicamentos em cápsulas para animais. É mais fácil um líquido, gel, pastilha, xarope ou até dentro de um biscoito.

Marco Fiaschietti observa que, no caso dos gatos, é muito mais prático oferecer medicamento em pasta, para ele lamber na patinha, do que na forma de comprimido. Para atender essa demanda com novas informações, a associação acaba de lançar mais um Formulário Magistral Veterinário, que é uma espécie de guia para atender o setor PET.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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