Entre os temas relevantes abordados tanto em palestras quanto nos corredores do Startup Summit, evento de tecnologia que acontece, no Centrosul, em Florianópolis, estão os investimentos no setor. Isso envolve tanto os aportes diretos de fundos de capital de risco, quanto fusões e aquisições (M&A na sigla em inglês). E justamente na abertura do evento, nesta quinta, foi divulgada a informação de mais um possível grande negócio: a B3, bolsa de valores do Brasil, negocia a aquisição da empresa de tecnologia Neoway, de Florianópolis, por valor entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.

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Fundada em 2002, a empresa é líder em big data analytics e inteligência artificial para o setor de negócios. Oferece mais de 400 empregos diretos e atua em diversos setores da economia, com informações que auxiliam em estratégias de marketing, redução de fraudes e outras.

Caso o negócio seja fechado com a B3, esta será a segunda grande venda de empresa de tecnologia de Santa Catarina este ano. A primeira foi da RD Station, empresa líder em marketing digital na América Latina, também de Florianópolis, que foi vendida em março por R$ 2 bilhões para a Totvs, do setor de software para gestão. A propósito, tanto a RD quanto a Neoway eram apontadas como futuros unicórnios do Estado.

Além dessas meganegociações, continuam acontecendo este ano diversos contratos de compra e venda de empresas menores, mas também relevantes, mostrando que o ecossistema de inovação de SC está com dinamismo elevado.

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Ainda nesta semana, quarta-feira a empresa Rocketseat, de Rio do Sul, que atua com cursos online para desenvolvedor de software e outros, foi comprada pela argentina Digital House por R$ 150 milhões. Na semana passada, a Unimestre, de Blumenau, foi vendida para a Plataforma A+ por R$ 29 milhões, informou o colega colunista Pedro Machado.

A venda de empresas, por um lado, preocupa porque as decisões deixam de ser tomadas localmente. E pelo visto, SC tem mais vendido do que comprado empresas de TI. Contudo, o importante é que elas continuem nas respectivas cidades, gerando empregos e movimentando a economia. Tanto Florianópolis, quanto as demais cidades catarinenses oferecem alta qualidade de vida, esse diferencial seguirá impulsionando o setor.

A compra e venda de empresas também significa que o ecossistema do Estado está maduro, completo, se retroalimentando, a exemplo do que acontece no Vale do Silício, nos EUA e em outras regiões do mundo. Para este ano, a expectativa da Associação Catarinense de Tecnologia é de que a entrada de capital para o setor, tanto por meio de investimentos de fundos de venture capital, quanto por fusões e aquisições, cresça mais de 30% em relação ao ano passado. Isso excluindo os grandes negócios.

O presidente da entidade, Iomani Engelmann, observa que o maior desafio é atrair aportes de investimentos de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão para startups que estão no início do desenvolvimento dos seus negócios. Mas como o uso de tecnologias por todos os setores econômicos se intensificou com a pandemia, a expectativa é de que o dinheiro para investimentos chegue em maior quantidade também.

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