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Efeitos da pandemia

Ocupação da rede hoteleira da Grande Florianópolis cai 28% no Carnaval

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Por Estela Benetti
17/02/2021 - 17h59
Ocupação de hotéis no Centro de Florianópolis ficou em 60,8% durante o Carnaval
Ocupação de hotéis no Centro de Florianópolis ficou em 60,8% durante o Carnaval (Foto: Jessé Giotti, NSC, BD)

O setor hoteleiro da Grande Florianópolis registrou durante o Carnaval de 2021 ocupação média de 60,5%, o que representa uma retração de 27,8% frente ao mesmo período do ano passado, quando ficou em 83,7%. Os dados são do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis. Na avaliação do presidente da entidade, Estanislau Bresolin, essa ocupação menor era esperada para o período em função dos impactos da pandemia e o cenário é de dificuldades para o ano.

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O melhor desempenho foi alcançado nas praias, onde o total de hospedagens chegou a 69,9% das vagas. Frente ao Carnaval de 2020, a retração ficou em 19%. No centro de Florianópolis, a lotação chegou a 60,8%, sendo 28,6% menor que em 2020; no continente alcançou apenas 40,2%, com queda de 45,4% e nos hotéis de águas termais, a ocupação ficou em 49,3%, com recuo de 42% frente ao mesmo período do ano anterior.

A hotelaria é um dos setores mais importantes do turismo na região. Em tempos normais, oferece na temporada de verão cerca de 20 mil empregos diretos, mas, agora, na pandemia, ficou em torno de 15 mil, estimou o presidente do sindicato do setor. 

Como a pandemia continua e a oferta de vacinas está baixa, o cenário da hotelaria para o ano segue difícil.

- Os eventos respondem pela maior parte da ocupação hoteleira durante o ano, mas com a necessidade de isolamento social, muitos foram postergados ou serão feitos com um menor número de participantes. A expectativa é de que o movimento será maior no segundo semestre – afirma Bresolin.

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A crise do turismo vai passar quando a maioria das pessoas estiver imunizada contra a Covid-19. Por isso, o setor turístico nacional prevê que o ano de 2022 também será de recuperação e o nível normal de atividade será alcançado apenas em 2023.

Mas para o litoral catarinense, o presidente do Sindicato dos Hotéis alerta que o verão voltará a ter público de dois ou três temporadas atrás quando os turistas argentinos vierem, novamente, passar férias no Estado. Isso requer uma maior recuperação da economia da Argentina, além da imunização da maioria contra o novo coronavírus. E uma das apostas do país vizinho para a recuperação é, também, receber mais turistas brasileiros.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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