Santa Catarina tem 426 meios de hospedagem com capacidade para atender visitantes do Brasil e exterior. Desses empreendimentos, 99,1% oferecem internet gratuita para os hóspedes, 80,5% contam com site de reservas, 81% têm empregados que falam inglês, 76,3% que falam espanhol e 17,3% contam com pessoas fluentes em alemão. Esses dados constam na primeira pesquisa Perfil do Setor Hoteleiro SC 2018, feita pela Fecomércio-SC em parceria com a Associação Brasileira de Hotéis (ABIH-SC), que abrangeu todo o Estado e foi divulgada ontem. Eles mostram que o setor está em sintonia com as principais demandas de visitantes conectados. O plano é fazer esse levantamento anual para ter dados que ajudem na tomada de decisão para investimentos.
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A pesquisa incluiu hotéis, pousadas, hotéis fazenda, resort e outros. Do total de empreendimentos, 39,7% estão no Vale do Itajaí e litoral dessa região; 15% na Grande Florianópolis; 18,5% no Sul do Estado; 12,4% no Norte, 7,3% na Região Serrana e 7% no Oeste do Estado. Considerando por cidade, Florianópolis tem 10,6% do total de empreendimentos, seguida por Balneário Camboriú com 8,2%, Penha (7,3%), Imbituba (4,5%), Joinville (4%), Bombinhas (3,5%), Blumenau (3,3%), Lages (3,1%), São Bento do Sul (3,1%) e Chapecó (2,3%). Em média, cada equipamento tem 110 leitos, o que soma 47 mil no Estado. Cada hotel ou pousada emprega 20,6 pessoas, totalizando perto de 8,8 mil postos de trabalho diretos em Santa Catarina. As diárias médias mais caras estão na Capital, R$ 318 em média, e as mais baratas, no Oeste por R$ 163 e no Norte, R$ 172.
A pesquisa foi apresentada durante o Encatho & Exprotel, congresso e feira do setor encerrados ontem no Centrosul, em Florianópolis. Para o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, os dados mostraram que os empresários do setor hoteleiro estão de parabéns por atender bem os turistas que vêm ao Estado.
– É claro que temos que procurar melhorar os serviços todos os dias, mas os dados são confortadores. Temos também diversos hotéis em construção no Estado, especialmente em Chapecó – afirma Breithaupt.
O presidente da ABIH-SC, Osmar José Vailatti, diz que essa pesquisa é importante ao setor hoteleiro porque números mostram a realidade e, em cima desses dados, é possível tomar decisões de investimentos em reformas e outros.
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– A pesquisa mostra a grandeza do setor no Estado, com diversos meios de hospedagem em todas as regiões. Na alta temporada, talvez temos as diárias mais caras do Brasil, mas é a força do nosso destino – diz Vailatti.
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Concorrência virtual
O setor hoteleiro de Santa Catarina, a exemplo dos seus pares em quase todo o mundo, sente o peso das tecnologias virtuais. O maior problema, no momento, é a concorrência das locações de imóveis pela plataforma virtual Airbnb, da Califórnia, EUA. O presidente da ABIH-SC, Osmar Vailatti, diz que o Congresso deverá aprovar uma tributação para esses serviços, porque hoje somente os hotéis pagam tributos, enquanto essa plataforma gera diversos impactos nos municípios e não contribui.
–Nova York acaba de aprovar tributação para isso – diz Vailatti.
Novos destinos
Para o presidente da Santur, Valdir Walendowsky, tanto o setor público quanto o privado devem dar maior atenção ao setor que gera mais de 12% do PIB de SC. Para ele, é preciso cumprir o plano de marketing turístico e investir em novos equipamentos. Citou a necessidade de acelerar dois projetos, o do observatório na Serra do Rio do Rastro e o do Parque do Rio do Peixe, projeto que envolve preservação da natureza com passeio de trem.
