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    Por atraso nas vacinas, 71% da população vê retomada econômica só em 2022

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    Por Estela Benetti
    28/04/2021 - 09h40
    Atraso nas vacinas contra Covid-19 gera pessimismo na economia
    Atraso nas vacinas contra Covid-19 gera pessimismo na economia (Foto: Carlos Osorio / Pool / AFP)

    A apreensão com a continuidade da pandemia e seus impactos mostra que a população brasileira está mais pessimista com a retomada econômica do país. Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira apurou que 71% dos brasileiros acreditam em recuperação da economia somente em 2022. Em julho do ano passado, 61% acreditavam que a economia demoraria um ano para voltar a crescer. As razões principais são o atraso nas vacinas e a segunda onda da Covid-19. Essa situação difícil não está em sintonia com a realidade econômica de Santa Catarina, onde números indicam situação melhor.

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    Do total de brasileiros entrevistados 32% informaram que tiveram redução de renda nos últimos 12 meses e 14% perderam totalmente a renda. Ficaram com renda estável 41% e 10% tiveram aumento. A pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB, que ouviu 2.010 pessoas de todo o país entre 16 e 20 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

    De acordo com a pesquisa, 83% das pessoas ouvidas consideram o ritmo de vacinação muito lento, 13,2% receberam a primeira ou segunda dose de imunizante, enquanto 35% dos que não foram vacinados acreditam que terão acesso à imunização somente no ano que vem.

    Essa apreensão com atraso das vacinas afeta a economia porque as pessoas saem menos de casa e, por isso, compram menos bens e serviços. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que é preciso acelerar o ritmo de vacinação. Só assim, será possível retomar ritmo maior da economia e os investimentos.

    Esse cenário econômico difícil retratado pela pesquisa não está em sintonia com a realidade econômica de Santa Catarina, onde números mostram uma situação melhor que a média do país. Um exemplo foi o crescimento da atividade econômica em 2,04% no mês de fevereiro frente ao mesmo período do ano passado, antes da pandemia, segundo o índice apurado pelo Banco Central. E no emprego o Estado evolui bem. Em janeiro e fevereiro somou quase 66,7 mil novas vagas, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho.

    Apesar de Santa Catarina estar melhor na economia desde o ano passado, é preciso que o setor público siga no empenho para aumentar a oferta de vacinas contra a Covid-19. Assim, as pessoas sentirão segurança para voltar a uma vida mais próxima do antigo normal.

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