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    Por que a atividade industrial catarinense acelerou nos últimos meses

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    Por Estela Benetti
    14/09/2020 - 14h00
    Produção industrial em alta no Estado de Santa Catarina
    Produção industrial em alta no Estado de Santa Catarina (Foto: Salmo Duarte, NSC, BD)

    A produção industrial de Santa Catarina fechou julho com alta de 10,1% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo a pesquisa mensal do IBGE. Nessa mesma base de comparação, o setor cresceu 10,3% em junho e 5,7% em maio, após cair 17,7% em março e 14,2% em abril. A recuperação ficou um pouco acima da nacional em julho (8%) e avançou pricipalmente por duas razões, conforme análise para a Federação as Indústrias do Estado (Fiesc), feita por três economistas: o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pablo Bittencourt, e os analistas de inteligência industrial do observatório Marcelo de Albuquerque e Mariana Atique.

    Segundo eles, dos 23 setores industriais acompanhados pela federação, somente três ainda não alcançaram o nível de atividade de fevereiro, antes do início da crise do novo coronavírus. Um desses setores ainda em dificuldades é o de confecções. E um dos que registram crescimento acima do esperado é o de construção civil.

    Produção industrial de SC sobe 10% em julho; acumulado de 2020 segue com queda de 13%

    Os economistas atribuíram essa aceleração principalmente ao acréscimo de renda do auxílio emergencial de R$ 600. Até porque, das pessoas que ficaram em isolamento, muitas decidiram poupar o que não gastaram em função da pandemia ao invés de consumir. Teve gente que levou até dinheiro para guardar no colchão porque não tinha conta bancária. Outro fator que ajudou a indústria catarinense foi a sua diversificação elevada, pronta a atender muitos setores de consumo.

    - Se somarmos a isso, os elevados níveis de capacidade instalada da indústria e de indivíduos dispostos a trabalhar, além da tendência a manutenção do juro em níveis baixos e a correta decisão de manter o auxílio emergencial, concluímos que estão dadas condições fundamentais para uma recuperação econômica mais sólida nos próximos meses – afirmaram os economistas.

    Apesar disso, eles alertam que ainda não é possível prever um final feliz porque o mundo está em recessão e, além disso, governos e empresas estão muito endividados.

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