nsc
nsc

Ranking nacional

Por que Florianópolis é a capital mais competitiva do país

Compartilhe

Estela
Por Estela Benetti
23/11/2021 - 13h48
Vista aérea da Ponte Hercílio Luz e de bosque de Florianópolis
Vista aérea da Ponte Hercílio Luz e de bosque de Florianópolis (Foto: Tiago Ghizoni, NSC)

Pela segunda vez consecutiva, Florianópolis ficou em primeiro lugar como a capital mais competitiva do Brasil e avançou da quarta para a terceira posição entre as 411 cidades mais competitivas com mais de 80 mil habitantes no país. É o que mostra o 2º Ranking de Competitividade dos Municípios, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), de São Paulo, em parceria com a Gove e o Sebrae.

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

O principal avanço de Florianópolis nos 13 pilares temáticos com 65 indicadores considerados na análise foi no funcionamento da máquina pública, no qual passou da posição 270 em 2020 para 94ª em 2021. Nesse pilar são considerados custo das funções administrativa e legislativa, qualidade da informação contábil e fiscal, tempo para abertura de empresas, qualificação do servidor e transparência municipal.

Um dos avanços foi na redução do tempo para abrir empresas. Na dimensão econômica, o município caiu da primeira para a segunda posição geral no ranking.

Florianópolis é a 2ª cidade do país mais conectada

Além da capital, as cidades catarinenses que também ficaram entre as primeiras 50 mais competitivas do país são Jaraguá do Sul (em 10º lugar geral), Blumenau (18º), Balneário Camboriú (21º), Joinville (26º), Criciúma (27º, com avanço de 54 posições), Chapecó (35º), Itajaí (40º), e São Bento do Sul (48º). Na lista geral do país, Florianópolis ficou atrás apenas de Barueri e São Caetano do Sul, duas cidades paulistas.

O ranking é elaborado com base em notas para 65 indicadores agrupados em 13 pilares temáticos nas dimensões de instituições, sociedade e economia. Os pilares avaliados são sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, meio ambiente, acesso à saúde, qualidade da saúde, acesso à educação, qualidade da educação, segurança, saneamento e meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

SC mantém topo do ranking empresarial 500 Maiores do Sul

As cidades brasileiras seguem com uma série de desafios para melhorar seus serviços, mas um ranking como o do CLP, usando parâmetros parecidos com os do setor privado, de competitividade, consiste em alerta para gestores públicos fazerem investimentos para melhorar os serviços. Também sinaliza onde é preciso melhorar no atendimento ao social. O resultado final será um melhor dinamismo econômico e social, com melhor qualidade de vida para a população.

Destaques da Região Sul

Quatro municípios da Região Sul estão entre os 10 primeiros colocados no ranking geral nacional: Florianópolis (em 3º lugar), Curitiba (6º), Porto Alegre (8ºº) e Jaraguá do Sul (10º).

Chamou a atenção a avaliação positiva para serviços de saúde em SC. Florianópolis ficou em primeiro lugar no pilar Qualidade da Saúde e Jaraguá do Sul ficou em terceiro lugar. Joinville ficou em segundo lugar em Acesso à Saúde, atrás apenas de Toledo, no Paraná.

Quanto à ESG, novo indicador elaborado com critérios da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Balneário Camboriú foi a primeira colocada em SC, em 7º lugar no Sul do país. Jaraguá ficou em 10ºe Blumenau em 21º. Na avaliação sobre os ODS, Jaraguá ficou em 5º lugar no Sul e Balneário Camboriú em 6º lugar.

Leia também

SC alcança o segundo lugar no Índice de Inovação dos Estados de 2021

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Mais colunistas

    Mais colunistas