O verão 2018/2019 ainda não acabou – vem aí o Carnaval – mas o setor de gastronomia de Santa Catarina já sabe que os números dessa temporada para a maioria das empresas serão iguais ou piores do que os do verão anterior. Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel-SC) apurou que de meados de dezembro até a virada do ano 47,5% dos empresários entrevistados perceberam aumento no fluxo de consumidores.

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Mas entre o início de janeiro e 17 de fevereiro, apenas 26% dos estabelecimentos tinham registrado aumento no fluxo de clientes e 55% enfrentaram queda. Entre os bares e restaurantes consultados, 74% tiveram estagnação ou queda no número de clientes.

Florianópolis, que depende mais dos turistas argentinos, foi o município mais afetado: 83% das empresas tiveram movimento igual ou menor do que no verão anterior. Conforme o presidente da Abrasel-SC, Raphael Dabdab, vieram mais paulistas e gaúchos, mas não o suficiente para compensar a falta de estrangeiros.  

Os visitantes argentinos vieram em menor número porque o país passou a enfrentar uma nova crise econômica com a alta do dólar em abril do ano passado, fechando o ano com inflação de 47,6%. E a cotação do real se manteve em torno de R$ 3,7, o que não foi muito favorável aos hermanos. Além disso, a quase inércia da economia brasileira, com crescimento de 1,15% em 2018 segundo a prévia do Banco Central, mais as dúvidas sobre a evolução das reformas em 2019 fez com que consumidores limitassem gastos.

A economia de SC também cresceu em menor ritmo segundo o BC, com alta de 2,47% em 2018 frente a 4,1% em 2017. Para a próxima temporada, o turista brasileiro deverá estar mais animado se a reforma da Previdência virar realidade enquanto o argentino deve seguir com o pé no freio porque o país tem eleição presidencial em outubro e poucas condições de reverter a crise atual.

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Infraestrutura

A pesquisa da Abrasel questionou também serviços de infraestrutura. Apenas a segurança melhorou para 45% dos turistas. Os demais itens pioraram. A maior queda foi sobre o trânsito, para 55% piorou. Isso desanima.

Previdência e crise

Diversas corporações começam a se articular para mudar propostas à Previdência. Mas a inércia da economia mostra aos parlamentares que é necessário corte duro nos custos para o país respirar. Prova disso foi a Pnad divulgada sexta pelo IBGE com queda no desemprego do país de apenas 11,9% para 11,6% no último trimestre de 2018. Em SC a taxa de desemprego piorou, subiu de 6,2% para 6,4%, embora siga a menor do país.

Com o Sebrae

Parceria assinada pela Fiesc e o Sebrae-SC visa intensificar ações de apoio para micro e pequenas indústrias. O objetivo também é uma cooperação para adequação das empresas catarinenses ao eSocial, uma exigência nacional para integrar o marco regulatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) e fomentar a inovação. Assinaram o acordo o presidente da Fiesc, Mario Aguiar e o superintendente do Sebrae, Carlos Henrique Fonseca.

De Balneário

Nesta semana ocorre a abertura dos envelopes para escolher a empresa que fará a instalação das divisórias móveis no novo centro de eventos de Balneário Camboriú. Sobre a concessão ao setor privado, a presidente da Santur, Flávia Dinomenico, disse que a comissão que estuda o tema vai definir até abril o pacote de documentos que estabelece o modelo a ser adotado.

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Além da energia

A Engie Brasil Energia lança nesta terça-feira um edital voltado a projetos inovadores de pequenas empresas e startups. Será a partir das 8h30min, no Instituto da Indústria, em Canasvieiras, na Capital. O diretor de Inovação e Comercialização da companhia, Gabriel Mann, explica que a ideia é captar interessados em desenvolver tecnologias com potencial para serem adotadas pela Engie.

Virtual

Numa iniciativa pioneira, a Dimas Construções lançou um assistente virtual para auxiliar clientes, tanto nas pesquisas para decidir a compra de um imóvel, quanto no pós-venda. Oferece informações e serviços.

Vizinhança

O Lumat é um aplicativo que será lançado em Florianópolis com foco em serviços de lavanderia para vizinhos. O CEO da starturp Hugheir, Augusto Hughes, diz que o foco é obter renda com serviços a quem mora perto. Diz que será o Uber das lavanderias.