A informação do governo dos Estados Unidos de que o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Brasil, é uma das razões da ameaça de tarifa de 25% às exportações brasileiras, está mobilizando o país contra essa punição. Lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central, o Pix ganhou adesão ampla no Brasil, funcionando, de certa forma, como uma “big tech” brasileira que se tornou referência para diversos países.
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Embora o governo americano não fale abertamente, essa pressão contra o Pix ocorre para favorecer empresas de cartões de crédito e grandes empresas de tecnologia do país, as chamadas big techs, que sempre ganharam muito dinheiro no Brasil e seguem ganhando. Os cartões de crédito continuam muito usados no Brasil, em especial nas compras a prazo, até colaborando para acelerar o endividamento dos consumidores.
Diante da manifestação do governo americano sobre nova taxação, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) divulgou uma nota em defesa do Pix. Explicou que não é um produto comercial, é um sistema aberto que permite a participação de todos, incluindo bancos, fintechs e instituições nacionais e estrangeiras. Lideranças da área econômica também se manifestaram em defesa do Pix.
O pagamento instantâneo existe no mundo desde 1973, quando estreou no Japão. Cada país tem o seu. Ele ajuda a aquecer a economia e reduzir custos bancários das pessoas.
Não tem sentido um outro país tentar interferir sobre esse sistema de pagamento. Deveria copiar o modelo ou lançar algo parecido. E se empresas de cartões e outras perderem receita, é algo normal do mercado com avanço digital. Elas precisam reinventar seus negócios. O governo americano não deveria usar isso para punir a economia brasileira.
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