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Confecções e veículos se destacam

Produção industrial de SC tem segunda maior alta do país em abril

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Por Estela Benetti
16/06/2022 - 05h00
Patrick Rodrigues
Linhas de produção de confecções em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues)

Puxada por confecções, veículos e itens de borracha e plástico, a produção industrial catarinense cresceu 3,3% em abril frente ao mês anterior, na série com ajustes sazonais. Foi o segundo melhor resultado do país, após retrações consecutivas este ano. Os dados são do IBGE, que também apurou queda acumulada de 8,1% este ano no setor e alta de 0,1% no acumulado dos últimos 12 meses.

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A mesma pesquisa apurou que, no Brasil, a produção industrial cresceu 0,1% em abril frente ao mês imediatamente anterior, caiu 0,3% no acumulado de 12 meses e teve retração de 3,4% neste ano. Quem superou SC em crescimento no mês foi o Rio de Janeiro, com alta de 5,9%. A Bahia ficou em terceiro lugar com alta de 3%, e Pernambuco avançou 2%.

Embalado pela falta de matérias-primas no mundo e a alta do dólar, que incentivam a produção no Brasil, o setor de confecções é o grande destaque este ano em SC.

De acordo com o Observatório Fiesc, é um setor com expansão acima da média nos últimos dois meses e foi o que mais gerou novas vagas este ano no Estado, Foram mais de 5 mil. O setor de confecções liderou a alta do mês, com 10,7% frente ao mesmo período de 2021.

Outro destaque, conforme o Observatório, foi o setor automotivo catarinense, que cresceu quatro vezes mais do que a média nacional considerando os últimos 12 meses. Em relação a abril do ano passado, teve alta de 9,6%.

Também cresceram em abril ante o mesmo mês do ano passado os setores de borracha e plástico (6,5%), produtos de metal (5,9%), alimentos (5,4%), equipamentos elétricos (4,9%), papel e celulose (3,3%) e produtos têxteis (2,2%).

A maior retração ocorreu no setor de madeira (-5,5%), seguido por máquinas e equipamentos (-1,6%), minerais não metálicos (-1,4%) e metalurgia (-1,2%). Para os próximos meses, o cenário é difícil para o mercado interno, em especial para quem depende de financiamentos para vender. Isso porque, para conter a inflação, o Banco Central elevou os juros básicos para 13,25% ao ano.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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