Desde o dia 17 de janeiro os nascimentos de bebês pelo sistema de saúde privada em Florianópolis estão concentrados no novo e moderno Hospital Baía Sul Mulher, situado no complexo MED-401, da rodovia SC-401. Antes, os serviços de obstetrícia e ginecologia estavam na Clínica Santa Helena, região continental da cidade, também pertencente ao grupo hospitalar Baía Sul. O grande desafio era transferir os bebezinhos da UTI neonatal da clínica para a do novo hospital. Foi planejada uma operação com dupla segurança, para garantir a vida dos bebês e evitar problemas de trânsito. Deu tudo certo.
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A diretora do Hospital Baía Sul Mulher, Gabriela Brincas, revela que esse foi o maior desafio da implantação do novo hospital, mas também o mais emocionante. Foi definido um esquema especial com equipes médicas da UTI, ambulâncias de cuidado intensivo e o apoio da Guarda Municipal porque o transporte foi em baixa velocidade para garantir a estabilidade e saúde dos bebês.
Veja imagens da transferência dos bebês da UTI da Clínica Santa Helena para a do Baía Sul Mulher:
– Foi uma logística complexa, mas de bastante emoção, porque, querendo ou não, foram nove bebês transportados, a presença da Guarda Municipal com batedor na frente, a parceria da HELP com ambulâncias de cuidado intensivo e os pais seguindo a ambulância com o carro, com o pisca-alerta ligado. Para nós, foi um momento de muita, muita emoção. O time estava super aguerrido para que tudo pudesse acontecer da melhor forma e assim deu tudo certo – detalhou Gabriela.
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Ela contou que para o dia da estreia do novo hospital, a primeira fase foi o início do nascimento dos bebês. Começou às 6h da manhã e às 8h22min nasceu o primeiro bebê, a Aurora. Depois veio o Pedro e outros nasceram no mesmo dia.
A transferência da UTI Neonatal foi iniciada às 19h da noite do mesmo dia. Um grupo de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas começariam a desmobilização da UTI neonatal da Clínica Santa Helena, para trazer os bebês para a nova UTI do Baía Sul Mulher. Foram feitas transferências gradativamente. Seis nessa primeira noite. O último bebê foi recebido perto da meia-noite.
Os outros três bebês foram transferidos na noite de terça-feira, dia 20, também com o mesmo esquema para o novo hospital. Além disso, mais três bebês que estavam na UTI da clínica tiveram alta lá mesmo até terça. O número de pacientes em UTI, em especial para bebês, é variável. Às vezes, são poucos. Mas nesse dia do início das atividades do Baía Sul Mulher, a clínica estava com 12 bebês na UTI.
Desde o início das atividades do novo hospital até o dia 28, quando foi inaugurado o complexo de saúde MED-401- um período de 11 dias – haviam nascido 145 crianças, uma média de 13 ou 14 por dia. A expectativa é de que cerca de 400 bebês por mês nasçam no Baía Sul Mulher. Serão “manezinhos ou manezinhas”, como são chamados carinhosamente quem nasce na Ilha de SC.
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Esse número é maior do que a média registrada na Clínica Santa Helena. O presidente do Grupo Baía Sul em SC, Sérgio Brincas, explica que esse crescimento vai ocorrer por dois motivos. Um é porque o Hospital Ilha, que sediava a Clínica Jane, parou de atender a área de obstetrícia. E outro é que mais pessoas de Florianópolis e de outros municípios da região estão optando por ter filho no novo hospital Baía Sul Mulher porque conta com infraestrutura e serviços mais avançados. Antes, mais mães optavam por ter filhos em cidades com centros médicos maiores.
O Hospital Baía Sul Mulher é âncora do complexo de saúde MED-401 e ocupa a torre voltada para a SC-401, principal rodovia que liga a cidade ao Norte da Ilha. O complexo tem outra torre, que será ocupada em parte por mais de 100 consultórios e clínicas e, também, pelo HubMed, um centro de empresas de tecnologia voltadas à saúde, a maioria startups. São cerca de 1.200 pessoas trabalhando no MED-401. A expectativa é de que a região tenha um forte crescimento econômico nas áreas de comércio e serviços.
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