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SC clama por obras nas BRs 470, 280, 163 e 282, mas verbas são cortadas

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Por Estela Benetti
09/05/2021 - 14h41 - Atualizada em: 09/05/2021 - 14h52
BR-282 também precisa de duplicação, cobra o Oeste de SC
BR-282 também precisa de duplicação, cobra o Oeste de SC (Foto: DNIT, divulgação)

A precariedade das rodovias federais, há décadas, é apontada como um dos maiores problemas que impedem um maior ritmo de desenvolvimento de Santa Catarina. Além das urgências das obras nas BRs 470, 280 e 163, o Oeste do Estado inicia campanha para duplicar a BR-282, que suporta mensalmente as pesadas cargas de 83.000 toneladas de carnes do Oeste até portos do litoral, o que corresponde a 1,3 mil caminhões por dia. Por isso a decisão da então governadora em exercício, Daniela Reinehr, de vetar, quarta-feira (05), o projeto que autorizava investimento de R$ 350 milhões do Estado em rodovias federais, mesmo por um problema legal, causou decepção no meio empresarial de SC.

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O governo, na gestão de Carlos Moisés, calculou que teria R$ 250 milhões para ajudar a acelerar as obras nas BRs 470, 280 e 163. Mas os parlamentares aumentaram o valor total para R$ 350 milhões, o que tornou ilegal o projeto original e exige que seja reenviado pelo executivo. A expectativa é de que isso ocorra porque só com as verbas federais as obras nas rodovias poderão parar este ano.

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A BR-470, que com os cortes federais terá este ano apenas R$ 55 milhões da União, ficaria com mais R$ 200 milhões se a proposta for reenviada com os acréscimos dos parlamentares. A BR-163, no Oeste, que ficou com R$ 15 milhões da União após os cortes, teria R$ 100 milhões do Estado. Também foram previstos recursos para a BR-280. 

Ao mesmo tempo em que as obras que tiveram cortes são cobradas, lideranças catarinenses, especialmente do Oeste, iniciam nova campanha pela duplicação da BR-282. Entre os que lideram essa bandeira está o presidente da Federação da Agricultura do Estado, José Zeferino Pedrozo. Segundo ele, a rodovia que é o eixo que liga Florianópolis à Paraíso, na divisa com a Argentina, precisa ser duplicada, pelo menos onde suporta a maior quantidade de cargas.

O Estado, com tamanho e população de um país, precisa de uma rodovia transversal de qualidade e duplicada. Segundo Pedrozo, isso é fundamental não só para o agronegócio, mas para toda a economia catarinense. SC reclama que arrecada mais de R$ 60 bilhões à União e pouco recebe em troca. Se tivesse boas estradas, a arrecadação seria ainda maior.

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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