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SC soma em 2021 saldo de 138 mil novas empresas; 77% são MEIs

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Por Estela Benetti
11/01/2022 - 09h04 - Atualizada em: 11/01/2022 - 09h50
O setor de comércio foi o que mais teve negócios abertos em 2021 em SC
O setor de comércio foi o que mais teve negócios abertos em 2021 em SC (Foto: Patrick Rodrigues, NSC)

A economia de Santa Catarina encerrou 2021 com saldo de 138 mil novas empresas, alta de 19% frente ao ano anterior, quando alcançou 115.571 e teve a mesma expansão, mostram os dados do Observatório Jucesc, da Junta Comercial catarinense. Do saldo do ano passado, 108.469 CNPJs são de microempreendedores individuais (MEIs), o que corresponde a 78,6% do total. Os números também mostram alta de 42% no resultado de 2021 frente a 2019, o que indica que a pandemia acelerou a abertura de novos negócios em SC.

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O saldo de 2021 resultou da abertura de 204.954 empresas e do fechamento 66.922. O total de negócios encerrados subiu 30% frente ao ano da chegada da pandemia. Em 2020, foram encerradas 51.442 enquanto em 2019 fecharam 52.926. Isso permite concluir que medidas de proteção à economia no primeiro ano da crise sanitária sustentaram mais negócios abertos no Estado.

Além dos MEIs, SC encerrou o ano com 29.812 novas empresas limitadas, 467 SAs, 199 cooperativas e 392 Eireli, empresa individual de apenas um sócio sem limite de faturamento. Esse tipo de empresa Eireli não pode mais ser constituído.

Entre os negócios abertos em 2021 em SC, considerando o saldo de novas empresas, o setor de comércio liderou com 29.949 unidades, seguido por indústria de transformação (16.360), construção (15.381), atividades profissionais, científicas e técnicas (11.082), outras atividades de serviços (10.867). 

O elevado número de novas empresas no Estado reflete o ritmo de retomada da economia após a chegada da Covid-19 e, também, o empreendedorismo por necessidade ou preferência. A média anual de novos MEIs próxima de 80% - em 2020 foram 79% do saldo de novas empresas – que vem desde antes da pandemia, reflete a tendência do mercado.

Uma boa parte dos trabalhadores que não consegue colocação formal no mercado abre o seu CNPJ para ter mais oportunidades de vendas e, também, um pouco de seguridade social. Conta ainda com mais acesso a crédito e a cursos de formação gratuitos. Há também os profissionais que optam por ser autônomos porque ganham mais do que empregados e os que preferem fazer o próprio horário de trabalho em home office.

Em Santa Catarina, empresas de todos os portes contaram com apoio de política de crédito na pandemia. Os MEIs tiveram acesso ao programa Juro Zero e empresas de outros portes contaram com linhas especiais do Badesc e BRDE, também com juros subsidiados. Isso ajudou a manter empresas abertas, até com algum tipo de investimento.

Segundo os dados do Observatório da Jucesc, em 9 de janeiro deste ano SC tinha 1,098 milhão de empresas ativas.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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