Com indústrias que oferecem produtos e serviços ao setor e programas públicos com incentivos, Santa Catarina pode liderar esse setor no país por meio de desenvolvimento, produção e exportação de tecnologias. As condições para esse protagonismo foram destacadas na reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) nesta sexta-feira.

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O painel teve a participação do presidente da Câmara de Smart Cities da federação, Jean Vogel, do diretor de Relações Governamentais da General Motors Brasil, Adriano Barros; e do diretor de Relações Institucionais da WEG, Daniel Godinho. A GM também apresentou no hall da Fiesc o Bolt EV, um dos veículos 100% elétricos da marca, que tem autonomia superior a 400 quilômetros.

– Essa é uma tendência mundial e como Santa Catarina é protagonista em vários setores, também não pode ficar fora desse. Então, estamos trabalhando para que a indústria catarinense esteja voltada também para essa questão de eletrificação. Tem vários benefícios que serão gerados nas cidades. São veículos que não poluem, trazem menos ruídos – afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.

Para Jean Vogel, SC conta com diversos produtos e serviços voltados ao setor e, agora, tem também o Programa SC+Elétrica, que incentiva tecnologias e serviços. Estão sendo lançados quatro editais pela Fundação de Amparo à Tecnologia e Inovação (Fapesc) com o objetivo de impulsionar o setor.

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– Se tem um país que pode liderar esse tema é o Brasil e dentro do Brasil é Santa Catarina. Isso porque a gente tem energia limpa, conhecimento e empreendedorismo na veia – afirmou Jean Vogel.

O diretor de Relações Governamentais da GM, Adriano Barros, disse que não só o Brasil, mas Santa Catarina pode desenvolver mais tecnologias para mobilidade elétrica. Ele elogiou os institutos do Estado, em especial os do Senai, com quem a companhia já desenvolveu em parceria inovação global. 

A GM prioriza mobilidade elétrica, para a qual está fazendo investimento global da ordem de US$ 35 bilhões até 2025. Para ele, o avanço dos veículos elétricos no mercado será maior quando cair o preço da bateria, que hoje custa 60% do valor do carro. Há projeção de redução de 57% desse valor até 2030, o que vai baratear os pros dos veículos elétrios. Para se ter ideia, esse veículo exposto pela empresa na Fiesc tem preço ao consumidor brasileiro de R$ 317 mil. 

Uma polêmica ambiental sobre o segmento também está resolvida, segundo Daniel Godinho, da WEG. As baterias usadas já estão sendo recicladas para grandes armazenamentos de energia renovável. Depois disso, existem outras soluções ecológicas para esses produtos.

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A WEG anunciou há poucos dias a instalação de uma nova fábrica em Jaraguá do Sul para a produção de motores elétricos visando o mercado internacional e também para motores para veículos elétricos.

Também presente na reunião, o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, informou que a instituição está lançando quatro editais nessa área. O principal visa a instalação de um corredor com pontos de carregamento ultra rápidos nas cidades de Joinville, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú e Florianópolis. O objetivo será fazer pesquisas sobre resultados desse sistema.

Dois editais serão para mobilidade elétrica visando inovação de processos por startups. E outro será para uma universidade visando desenvolver mobilidade elétrica em ambientes urbanos.

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