nsc
    nsc

    Setor pede ajuda

    Setor de serviços discorda do secretário Paulo Eli e diz que precisa de ajuda

    Compartilhe

    Estela
    Por Estela Benetti
    16/03/2021 - 19h44 - Atualizada em: 16/03/2021 - 19h55
    Restaurante à beira-mar em Florianópolis
    Restaurante à beira-mar em Florianópolis (Foto: Divulgação)

    Apesar de Santa Catarina estar com alto índice de emprego e de arrecadação de impostos durante a pandemia, como evidenciou o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, em entrevista ao programa SC Conection da Rádio CBN, para os colunistas Renato Igor, Anderson Silva e Upiara Boschi nesta terça-feira, uma parte do setor de serviços, em especial o turismo, precisa de ajuda. O alerta vem de entidades do setor, como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC) e a Ampe Metropolitana, que representa micro e pequenas empresas na região de Florianópolis.

    SC fecha 2020 com superávit orçamentário de R$ 1,86 bilhão; medidas frente à Covid-19 favoreceram o resultado

    - Todo o turismo está sendo impactado. O setor de entretenimento é um dos mais impactados. A maioria do setor de eventos está com receita zero porque está impedida de funcionar. A declaração do secretário Paulo Eli foi infeliz. É o mesmo que dizer que a pessoa está com temperatura de 70 °C na cabeça e zero no pé, aí a temperatura dela é 35°, por isso está normal. Mas essa pessoa está morta!. Quando ele fala do nível de emprego, fala da média geral, mas qual é o desemprego no turismo? – questiona Raphael Dabdab, presidente da Abrasel-SC.

    Santa Catarina abre 32.077 novos empregos em janeiro, informa o Caged

    Segundo ele, é preciso ver quais foram as perdas de arrecadação no turismo e na gastronomia. O empresário diz que o setor de gastronomia, no litoral, perdeu cerca de 45% dos empregos, que eram em torno de 100 mil vagas antes da pandemia. Também cerca de 40% das empresas de gastronomia foram fechadas.

    O presidente da Ampe Metropolitana, Piter Santana, afirma que é necessário apoio estadual a empresas do setor porque diversos segmentos estão com dificuldades. Segundo ele, na Grande Florianópolis, atualmente, as mais afetadas são empresas de gastronomia, alimentação fora do lar, eventos, prestação de serviços de saúde (fisioterapia e pilates), beleza e estética, serviços educacionais, turismo e economia criativa.

    - Negligenciar o turismo, um setor que representa 12% do PIB do Estado e está colapsando, é, no mínimo, falta de visão estratégica – critica o presidente da Abrasel.

    Sobre a ajuda com crédito e outras medidas que o Estado ofereceu ano passado para empresas e segue este ano, Dabdab disse que é necessário apoio efetivo, com recursos, não apenas crédito. Ele cita estados que estão oferecendo programas que não tiram dinheiro do caixa das empresas, que está vazio, e, também acrescenta. Entre os estados que definiram ajuda a empresas de turismo estão Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Minas Gerais, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte.

    Segundo a Abrasel, a lista de apoios que outros estados adotaram e que, em parte, poderiam ser realizados também em SC inclui a redução da carga de ICMS para alimentos e bebidas, isenção de débitos de conta de água, auxílio financeiro aos desempregados do setor de gastronomia, parcelamento de dívidas de ICMS em até 120 vezes, isenção do IPVA, programas de recuperação de crédito com redução de juro e multa, adiamento de parcelas de imposto sobre serviços e de IPTU.

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas