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Setor de TI de SC sente a crise, mas mostra pujança

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Por Estela Benetti
12/07/2018 - 04h20 - Atualizada em: 12/07/2018 - 08h38
(Marco Favero / Diário Catarinense)

A primeira ampla pesquisa sobre o setor de tecnologia da informação e comunicação (TI) de Santa Catarina, divulgada nesta quarta-feira (11) pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) com o lançamento do Observatório Acate Fiesc, mostrou que a mais profunda recessão da história do país, nos anos de 2015 e 2016, causou retração do setor, mas o avanço no número de empreendedores e empresas revelou um ecossistema de inovação dinâmico, com desenvolvimento acelerado e fôlego para, em duas décadas, ser o setor número um da economia catarinense como projeta o presidente da Acate, Daniel Leipnitz. 

O Panorama 2018 apurou que o setor de TI já representa 5,6% do PIB do Estado, com 12.365 empresas e 46.187 colaboradores. O faturamento total atingiu R$ 15,5 bilhões ano passado, com queda de 17,2% frente a 2015, quando alcançou R$ 18,76 bilhões. O número de empregos caiu 2,4%. Mas quando se olha um pouco mais atrás, dá para ver a pujança e a expansão acelerada do setor. Em 1986, quando foi criada a Acate, havia apenas 129 empresas mais concentradas em Florianópolis. Agora, são 12.365, sendo que 50% dessas empresas foram abertas nos últimos cinco anos, observou o diretor-executivo da Acate, Gabriel Santos. 

– Nos próximos 20 anos, seremos a economia mais significativa do Estado, muito em função do crescimento orgânico, criação de novas empresas, desenvolvimento das empresas atuais e migração de companhias que hoje estão no setor tradicional para a área de tecnologia – afirma Leipnitz. 

Segundo ele, SC tem exemplos fantásticos de negócios do setor que se destacam no mercado internacional, mas a expectativa é de que mais empresas avancem lá fora. Com a unidade da Acate em Boston, elas contam com mais suporte internacional. Entre os gargalos que a Acate trabalha para superar a crise estão a falta de trabalhadores qualificados e de capital para investimentos.  

O que se espera é que, ao lado de milhares de empreendedores em todo o Estado, o poder público ajude a fomentar o setor de tecnologia e não atrapalhe esse ritmo que trouxe Santa Catarina até aqui. 

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