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    Solidariedade via Acij ao São José equivale a um novo hospital para Joinville

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    Por Estela Benetti
    03/09/2020 - 05h53 - Atualizada em: 03/09/2020 - 06h06
    Solidariedade da Acij ao São José equivale a um novo hospital para Joinville
    Autoridades na inauguração da ala Porto de Itapoá, no Hospital Municipal São José de Joinville (Foto: Divulgação)

    Maior cidade do Estado e também a mais atingida pela pandemia, com perda de 240 vidas até esta quarta-feira, Joinville é confortada por forte solidariedade que se traduz em ajuda efetiva. Por meio da Associação Empresarial de Joinville (Acij), o Hospital Municipal São José, o maior da região, já recebeu doações de empresas e pessoas da ordem de R$ 4,5 milhões que permitiram finalizar reforma de ala com 53 leitos em 18 de maio e de outra ala, agora, com 30 leitos. Como boa parte dos hospitais médios de SC têm cerca de 100 leitos, o São José, que estava com 250 leitos ativos, teve acréscimo de 83, praticamente um novo hospital para a cidade e região.

    Na doação para essa última reforma, que superou R$ 1 milhão, teve mais de R$ 500 mil do Porto de Itapoá, que foi homenageado com o nome da ala (foto) inaugurada segunda. Associado da Acij, o terminal do vizinho município de 11 mil habitantes decidiu fortalecer o São José porque é na rede de alta complexidade de Joinville que os itapoenses são atendidos. O presidente do porto, Cássio José Schreiner, informa que as doações da empresa para o enfrentamento à Covid-19 foram da ordem de R$ 1,5 milhão, incluindo reforma da UPA de Itapoá e aquisição de dois respiradores para a mesma, por meio da Acij e a força-tarefa da Federação das Indústrias (Fiesc).

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    O secretário de Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, é quem soma as colaborações da Acij que chegam a R$ 4,5 milhões. Ele reconhece que esse acréscimo de 83 leitos representa praticamente um novo hospital dentro do complexo do São José, que vai ficar como legado para a cidade.

    - Neste momento, esses leitos não estão sendo usados para Covid-19 porque não é necessário. Mas estão preparados, inclusive para serem convertidos em leitos de UTI se for preciso – afirma Jean Rodrigues.

    Segundo ele, se a região tiver uma nova onda da doença, o Hospital São José, que agora está disponibilizando 40 leitos de UTI para Covid, está pronto para ampliar em até 100 leitos de terapia intensiva. O secretário informa também que a prefeitura de Joinville ajudou, recentemente, na abertura de 18 leitos de UTI para a doença no Hospital Bethesda, em Pirabeiraba, no município. E agora, está para colaborando equipar e colocar em atividade os 20 novos leitos do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt porque o governo do Estado ainda não conseguiu viabilizar isso.

    O alívio na pandemia em Joinville vai permitir ao Hospital São José fazer mais duas grandes reformas agora, a da área de oncologia e do centro centro cirúrgico geral. O secretário contesta a fórmula estatística da matriz de risco do governo do Estado que coloca o Nordeste de SC como região de altíssimo risco só porque o Hospital São José decidiu ocupar uma parte da estrutura ociosa da Covid-19 para atender pacientes com outras doenças.

    - A saúde não espera. Eu precisei antecipar as cirurgias eletivas – explicou Jean Rodrigues, ao observar que os casos de Covid estão em queda e, na prática, a região estaria em amarelo no mapa de risco de SC.

    No descerramento da placa da ala Porto de Itapoá, segunda, estiveram no Hospital São José o presidente da Acij Marco Antonio Corsini, o presidente do Porto de Itapoá Cássio José Schreiner, o secretário de Saúde Jean Rodrigues e o CEO da construtora Hora Certa, Thiago Borba.

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