Fundada há dois anos em Joinville e com uma lista de pedidos superior a 100 unidades, a starturp YAK Tratores Elétricos acaba de receber aporte de R$ 950 mil do Programa Finep Startup, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Os recursos serão destinados para desenvolver um novo modelo de trator, o YAK 80E, para uso na agricultura e com direção autônoma. Além disso, os cofundadores da empresa, o designer de produtos João André Ozório e o engenheiro mecânico Adriano Schalinski, estudam a adoção do modelo de negócio por assinatura, inédito ainda para o segmento.

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Sediada no Pernini Business Park, a nova empresa conta com quatro tratores em operação. O modelo é para ambientes externos como grandes indústrias e aeroportos. Segundo João Ozório, a primeira unidade está em uso no Aeroporto Internacional de Florianópolis. Ele explica que em função da complexidade do projeto, por enquanto a startup está comercializando somente para regiões mais próximas, como em Santa Catarina e Paraná. Isso porque, nessa fase inicial é preciso fazer testes e, também, desenvolver o aprendizado da manutenção. De acordo com o empreendedor, o aporte da Finep será fundamenal para avançar no desenvolvimento do próximo modelo. 

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– Começamos a desenvolver nosso projeto ainda quando estávamos na faculdade, há quatro anos. Nos questionávamos justamente porque havia um avanço de eletrificação de automóveis e motocicletas, mas não de veículos pesados. Daí partimos para fazer tratores. Acredito que somos a primeira empresa do Brasil e uma das poucas do mundo a fazer tratores elétricos – afirma Ozório.

Adriano Schalinski e João André Ozório,  cofundadores da startup
Adriano Schalinski e João André Ozório, cofundadores da startup (Foto: YAK, Divulgação)

O modelo montado pela startup é voltado para movimentação de cargas pesadas, com configurações que vão de 5 a 18 toneladas. As baterias são importadas e o sistema powertrain é da WEG. O abastecimento com energia pode ser feito em tomadas comuns de 220 volts, mas também nas especiais, trifásicas. É possível abastecer a partir de uma usina solar, o que permite economia ainda maior. O preço do trator elétrico é de 45% a 50% mais caro do que o de um trator convencional com a mesma capacidade, mas compensa pela energia. Isso porque permite uma economia operacional de 70% no custo do abastecimento com energia elétrica ao invés de diesel.

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Mas em função alto do valor do produto, que acaba sendo uma barreira de entrada, os sócios Ozório e Schalinski estão estudando o modelo por assinatura, que pretendem lançar em 2021. Eles analisam o modelo adotado em outros setores, como para automóveis. Avaliam que pode ser vantajoso para ambas as partes.

Em Santa Catarina, a startup é a terceira fabricante de tratores. O estado conta com duas montadoras dos produtos convencionais, a Budny, de Içara, e a unidade da multinacional coreana LS MTron, em Garuva.

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