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Startup de SC desenvolve máquina para produzir bioplástico a partir do milho

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Por Estela Benetti
06/07/2021 - 08h05
Bioplástico a partir do milho pode ser até comestível
Bioplástico a partir do milho pode ser até comestível (Foto: GreenB, Divulgação)

O Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) desenvolveu tecnologia diferenciada para extrair a zeína, proteína do milho que pode ser usada produção de bioplásticos biodegradáveis. Mas o desafio de criar a máquina capaz de transformar a zeína em bioplástico para uso em série no mercado ficou com a startup GreenB Biological Solutions, de Criciúma.

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- Para extrair o bioplástico em escala industrial, a GreenB projetou e está finalizando uma máquina-piloto, que deverá estar em operação até o final deste mês de julho. O projeto da máquina foi iniciado em março de 2020 – explica Roseli Jenoveva Neto, que é cofundadora e gestora do projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da startup.

Segundo ela, o objetivo da GreenB era encontrar uma solução para substituir o plástico de origem fóssil, porque ele demora para se degradar no meio ambiente. Uma das ideias foi buscar algum resíduo de agroindústria, algo que tivesse grande oferta. Foi com esse foco que a startup de SC localizou a pesquisa do IQSC-USP.

- Pode até comer – diz o pesquisador e professor da USP Sérgio Yoshioka, que desenvolveu a pesquisa da zeína do milho.

Segundo ele, além de ser mais eficiente, a técnica que desenvolveu é mais barata e mais simples que outra utilizada hoje para extrair a zeína do milho. O bioplástico poderá ser usado para fazer produtos como copos, filmes para proteção de alimentos, hastes com algodão e outros que estão sendo pesquisados. A vantagem é que se degrada rapidamente na natureza.

A startup catarinense é incubada na Colearning Satc, incubadora da instituição de ensino técnico e superior de Criciúma. Ela entrou com um pedido de registro de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para a máquina que está finalizando para fazer bioplásticos. Esse projeto conta com recursos do Programa Centelha, uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

Roseli Genoveva Neto, fundadora da GreenB, startup que participa do programa Centelha
Roseli Genoveva Neto, fundadora da GreenB, startup que participa do programa Centelha
(Foto: )

Para Roseli, o programa Centelha é importante ao empreendedorismo inovador e ao ecossistema catarinense. Segundo ela, a incubadora da Satc também está sendo fundamental por fornecer equipamentos para o trabalho da GreenB.

Na avaliação do presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o exemplo da parceria entre a GreenB e o IQSC-USP mostra a importância da aproximação de empreendedores e pesquisadores para criar soluções ao mercado. Neste ano, o programa Centelha está investindo R$ 3,3 milhões para apoiar projetos em todo o Estado. Esta é a segunda edição. A primeira contou com R$ 1,7 milhão para 28 projetos.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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