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Trabalho e pandemia

Taxa de desemprego de SC cai para 5,3% e segue a menor do Brasil

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Por Estela Benetti
10/03/2021 - 10h32 - Atualizada em: 10/03/2021 - 11h05
Movimento no Centro de Florianópolis
Movimento no Centro de Florianópolis (Foto: Diorgenes Pandini)

Santa Catarina encerrou o quarto trimestre de 2020 com taxa de desemprego de 5,3%, o que significa uma redução de 1,3 ponto percentual frente ao trimestre anterior encerrado em setembro e volta ao mesmo patamar do final do ano anterior. A taxa média anual de desocupação do Estado ficou em 6,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, a Pnad Contínua, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. Eles mostram que o Estado mantém a liderança de menor taxa de desocupação do país e no último trimestre superou as vagas perdidas em função da pandemia ao longo do ano.

No último trimestre, 196 mil pessoas estavam procurando colocação no mercado de trabalho em Santa Catarina, 47 mil a menos do que no trimestre anterior, encerrado em setembro. Isso mostra uma redução de 19,3% frente ao período de julho a setembro, quando 242 mil pessoas buscavam emprego. No trimestre encerrado em março do ano passado, 215 mil estavam em busca de colocação e no segundo trimestre subiu para 257 mil pessoas, começando a melhorar no terceiro trimestre.

Santa Catarina lidera geração de emprego entre os estados do Brasil em 2020

No Brasil, a taxa de desocupação no final do ano estava em 13,9%, mais que o dobro da registrada em SC. Teve queda de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior. A taxa média anual de desemprego subiu de 11,9% em 2019, para 13,5% em 2020, a maior da série. As maiores taxas de desemprego no Brasil, no último trimestre, foram registradas em Alagoas e Bahia (20%), Rio de Janeiro (19,4%) e Pernambuco (19,0%). As menores em SC (5,3%), Rio Grande do Sul (8,4%), Mato Grosso do Sul (9,3%) e Paraná (9,8%),

Como tem a melhor empregabilidade, Santa Catarina se estaca em quase todas as taxas apuradas pelo IBGE nessa área. A subutilização da força de trabalho, isto é, de pessoas ocupadas mas com atividade insuficiente para suas necessidades, tem taxa de 10,8% em SC, também a menor do país.

Quanto à formalidade, o Estado encerrou o ano com 1,579 milhão de pessoas com carteira assinada, o que significa 87,9% do total de vagas. E o número de pessoas sem carteira assinada estava em 217 mil pessoas no último trimestre, quase igual ao do mesmo do trimestre do ano anterior, mas teve um crescimento de 49 mil pessoas frente ao terceiro trimestre de 2020, o que significou um acréscimo de 29,3%. No trimestre anterior estava em 168 mil e entre abril e junho, 174 mil.

Segundo a pesquisa do IBGE, o rendimento médio do trabalhador catarinense encerrou 2020 em R$ 2.726, um pouco abaixo do trimestre anterior, que estava em R$ 2.739. O estado, que tem uma população estimada em 7,2 milhões de habitantes, encerrou o ano passado com 3,471 milhão de pessoas no mercado de trabalho.

Essa pesquisa do IBGE está em sintonia com os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, que apurou no ano passado 53.050 novos empregos formais em SC, o maior saldo do Brasil. A economia catarinense lidera a geração de empregos no país por ser diversificada em todos os setores econômicos, incluindo agropecuária, indústria, comércio e serviços. Também tem influência o perfil da sua população, que é integrada por mais de 50 etnias. A expectativa para a primeira metade deste ano é de mais dificuldades em função dos impactos da pandemia mas, para o ano, a projeção ainda é de crescimento econômico, o que gera novos empregos.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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