Santa Catarina fechou o primeiro trimestre do ano com taxa de desemprego de 3,8%, após registrar 3,2% no último trimestre do ano passado. Pela segunda vez, o Estado teve a segunda menor média desse indicador no Brasil, ficando atrás de Rondônia, após ficar anos na primeira posição. Os dados são da Pesquisa Pnad Contínua Trimestral divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Continua depois da publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

Com essa retração, Santa Catarina chegou em março com 155 mil pessoas desocupadas, 22 mil a mais frente a 133 mil de dezembro do ano passado.

O Brasil também registrou crescimento do desemprego no primeiro trimestre do ano, segundo o IBGE. A taxa ficou em 8,8%, com aumento de 0,9 ponto percentual frente ao quarto trimestre do ano passado, que ficou em 7,9%. Na comparação com o trimestre anterior, a taxa aumentou em 16 das 27 unidades da federação e ficou estável em outras 11.

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia (14,4%), Pernambuco (14,1%) e Amapá (12,2%). As menores foram em Rondônia (3,2%), Santa Catarina (3,8%) e Mato Grosso (4,5%). 

Continua depois da publicidade

Essa segunda posição não significa que a economia catarinense perdeu fôlego como grande empregadora por ser uma das mais dinâmicas e diversificadas do Brasil. Rondônia, que é um estado com população ainda menor, avançou com o crescimento da agropecuária exportadora.

Em SC, as maiores retrações no número de vagas foi no setor público que empregava 380 mil pessoas e reduziu para 354, e no caso de trabalho por conta própria, que caiu de 270 mil para 259 mil. O número de trabalhadores com carteira assinada recuou menos, passou de 1.945.000 para 1.941.000.

SC seguiu em destaque em outros indicadores da pesquisa, como a menor taxa de informalidade, de 26,1%, seguida por Distrito federal (30,3%) e São Paulo (30,6%). As maiores foram no Pará (59,6%), Amazonas (57,2%) e Maranhão (56,5%).

Entre as causas do maior desemprego em SC estão o enxugamento da folha do setor público, pressionado pela inflação e juros altos, e também pelo menor ritmo do setor privado. Isso porque, além de enfrentar esse mesmo problema dos juros, também está em compasso de espera pela aprovação do arcabouço fiscal para sentir que as contas públicas terão controle , o que dá tranquilidade para retomar investimentos.

Continua depois da publicidade

Destaques do NSC Total