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Infraestrutura

"Temos previstos R$ 250 milhões para investimentos", diz presidente da Casan

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Por Estela Benetti
09/03/2019 - 08h30 - Atualizada em: 09/03/2019 - 08h30
(Arley Reis/Casan/Divulgação)
(Arley Reis/Casan/Divulgação)

Desde o dia 25 de fevereiro quem lidera a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento S.A. (Casan) é a engenheira de carreira da empresa, Roberta Maas dos Anjos. Esse foi um dos paradigmas quebrados pelo governador Carlos Moisés da Silva: delegar pela primeira vez a presidência da empresa para uma mulher.

Graduada em Engenharia Sanitária e Ambiental pela UFSC e Engenharia Civil pela Unisul, com mestrado em Gestão de Inovação pela Ècole Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne, da França, Roberta assumiu com o desafio de inovar.

Nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher e data em que completou 15 anos de trabalho na Casan, ela concedeu entrevista à coluna. Falou sobre investimentos, qualidade e serviços aos municípios.

Enfim, após 48 anos a Casan tem uma mulher na presidência. A que a senhora atribui essa escolha do governador Carlos Moisés e como está sendo a reação das pessoas?

Não apenas pelo fato de ser mulher, mas por ser uma profissional de carreira da Casan. Hoje (sexta-feira), 8 de março, dia exato em que completo 15 anos de empresa, posso dizer da minha alegria, junto aos funcionários, de termos um sonho realizado. Creio que a escolha do governador pode ser atribuída ao novo, à sensibilidade e à busca pelo diferente. Há um tempo a sociedade clama por uma Casan diferente, gerida por funcionários de carreira. A nova gestão vem com o foco em inovação, conhecendo as nossas reais dificuldades. Somos técnicos e especialistas nas funções que estamos gerenciando, podendo permitir que a Casan seja reconhecida por sua excelência como a melhor empresa de saneamento de Santa Catarina, oferecendo serviços de qualidade.

A Casan está numa fase de execução de elevados investimentos. Quanto será investido este ano e quais são os maiores projetos?

Para este ano temos previstos aproximadamente R$ 250 milhões para investimentos em operação e ampliação dos sistemas. O governador do Estado nos deu a missão de inovar. Além de dar mais agilidade aos processos da empresa, temos como meta principal trazer novas tecnologias. Hoje a sociedade clama por sustentabilidade. A Casan tem excelentes profissionais atentos ao mercado. Nos faltava espaço para concretizar oportunidades. Essa gestão vem com a sensibilidade de atender às demandas dos municípios e proporcionar o devido espaço à pesquisa e ao desenvolvimento da empresa.

Em que posição SC está no ranking de saneamento nacional e onde chegará?

Os dados oficiais de cobertura de esgoto no Brasil são de responsabilidade do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Este ranking traz dados de dois anos atrás, mas nossos cálculos apontam que os municípios gerenciados pela Casan estão com 29,5% de cobertura de esgoto, o que coloca o Estado na 13ª posição. Com os investimentos que estamos fazendo, em 2021 o Estado alcançará os primeiros lugares, com aproximadamente 49%. Um número abaixo do desejado, mas acima da média nacional. Caso os municípios não atendidos pela Casan venham a fazer investimentos, este índice pode aumentar, melhorando ainda mais nossa posição no ranking.

Durante este Verão, muitas pessoas reclamaram de falta de água. O que a empresa vem fazendo para reduzir esses problemas?

Desde 2015 a Casan investiu e se reestruturou para atender essas fortes demandas. Os períodos de Natal, Réveillon e Carnaval sempre foram os mais críticos. Mas diante dos nossos investimentos e preparo dos profissionais, neste verão os municípios que a Casan opera não sofreram problemas pela grande demanda de turistas. Tivemos alguns casos pontuais, principalmente por quedas de energia.

Como está operando o sistema de despoluição da Beira-mar Norte, em Florianópolis?

A partir do dia 20 começaremos a fase de pré-operação. A partir daí, ao longo do ano, passaremos a ter retorno positivo na Beira-Mar Norte.

Por que para a maioria das prefeituras é melhor seguir com a gestão da Casan do que municipalizar o serviço?

A Casan é o Estado de SC presente no municípios. Estamos alinhados às ações do Governo, oportunizando parcerias com as outras secretarias do colegiado. Além da expertise de nossos profissionais, a Companhia está equilibrada econômica e financeiramente. Nosso primeira ação, enquanto nova gestão, foi deixar a empresa mais dinâmica, eficiente e enxuta. Reestruturamos o organograma da empresa, reduzindo 31% das funções gratificadas. O gerenciamento integrado de 194 municípios dá à empresa fôlego para a captação de recursos. Agentes financiadores exigem boa capacidade de endividamento. Implantação de sistemas de água e esgoto são obras com valores onerosos e que exigem, por muitas vezes, sistemas integrados com municípios vizinhos. Estamos investindo R$ 1,6 bilhão em sistemas de esgoto. Com o aval e suporte do Governo Federal e do Estadual, temos histórico e credibilidade para buscar financiamentos em organismos nacionais, como a Caixa Federal ou BNDES, ou em instituições estrangeiras, como a JICA e a AFD. O aceno da municipalização ou o da privatização pode ser sedutor, mas provavelmente será uma aventura com prejuízos irreparáveis. Há experiências próximas onde inexiste investimento estrutural em sistema de água, tão pouco se ouve falar em coleta e tratamento de esgoto. No ano passado, ocorreu estiagem por aproximadamente cinco meses no Estado, mas os municípios do sistema Casan passaram praticamente ilesos por este período. Hoje, poucas empresas do país estão investindo como a Casan.

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