Uma das principais fornecedoras da indústria mundial de veículos comerciais, a multinacional Tupy, de Joinville, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 31 milhões, revertendo prejuízo de R$ 15 milhões no primeiro trimestre deste ano. A companhia também alcançou receita líquida de R$ 1,645 bilhão no período de abril a junho, com alta de 7% frente ao primeiro trimestre deste ano. Esta foi a maior cifra já obtida pela empresa em apenas um trimestre.

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A empresa, que obtém mais de 80% da receita no exterior e enfrentou retração ano passado em função da pandemia, informa que segue rígida disciplina financeira. Tem dívida líquida de R$ 777 milhões, com relação de 0,9% em relação ao Ebitda ajustado, o que é baixa. Segundo o CEO, Fernando de Rizzo, a Tupy registra retomada, mas com desafios devido à pandemia, como preços elevados de insumos e limitação de oferta de matérias-primas para atender clientes. Nessa fase, a empresa também vem ampliando o quadro de pessoal, com a contratação de mais técnicos na área de metalmecanica. 

Ao mesmo tempo, a companhia desenvolve planos de diversificação de atividades e inovação. Está aguardando, gradualmente, as liberações de órgãos de controle da concorrência em diversos países para finalizar a aquisição da multinacional Teksid. As últimas aprovações foram no Brasil e em Portugal.

Além disso, investe em inovação em diversas frentes. Há poucas semanas, anunciou parceria com as multinacionais AVL, da Áustria, e Westport, do Canadá, para o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a eficiência de motores a hidrogênio para veículos pesados. A empresa lançou também a aceleradora de startups ShiftT, projeto para escalar novos negócios digitais, e a Tupy Tech, empresa voltada a inovações disruptivas em P&D que fez parceria com a Universidade de São Paulo para reciclagem de baterias de íon-lítio.

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