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União acelera liberação de R$ 9 bilhões para ciência e tecnologia, diz ministro Alvim

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Por Estela Benetti
05/08/2022 - 14h45
Jonny Lindner, Imagem e Arte, Divulgação
Ministro do MCTI, Paulo Alvim, fala no Startup Summit (Foto: Jonny Lindner, Imagem e Arte, Divulgação)

Apesar da série de notícias sobre cortes de verbas no governo federal, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está liberado para executar todo o orçamento previsto para este ano, com a liberação de R$ 9 bilhões. As informações são do ministro da Ciência e Tecnologia, Paulo Alvim, que veio para Santa Catarina para o evento Startup Summit, em Florianópolis, mas também visita instituições e participa de reuniões.

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- Nós vamos integralizar este ano o orçamento do MCTI. Havia muitos questionamentos sobre cortes. Não vamos ter cortes. Vamos integralizar. Isso significa investimento de R$ 4,5 bilhões de recursos não reembolsáveis e uma disponibilidade para crédito de R$ 4,5 bilhões. Nesse momento, já executamos quase R$ 2,2 bilhões, quase 50% do recurso não reembolsável – disse Paulo Alvim.

Na noite de quinta-feira, ele participou de reunião na capital com líderes de algumas das principais empresas de tecnologia e inovação do Estado, organizada pelo empresário e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de São José e de Palhoça. Marcelo Fett.

Daniel Vianna, divulgação
Marcelo Fett, ex-secretário de Desenvolvimento, recepcionou o ministro Paulo Alvim
(Foto: )

O ministro disse que os recursos não reembolsáveis deverão ser executados na integralidade com os planos em andamento. Mas o crédito é o grande desafio porque os recursos têm uma forma de remuneração que está acima das expectativas do mercado. O ministério está fazendo uma série de esforços para liberar os recursos mais rapidamente. Uma das medidas foi o lançamento de uma série de editais, principalmente às voltadas à instituições de pesquisa. 

Segundo Alvim, o governo está trabalhando internamente para viabilizar o crédito para pesquisa e desenvolvimento. Dos recursos reembolsáveis, o MCTI fez uma parceria com o Sebrae para emprestar R$ 1 bilhão. Quanto aos não reembolsáveis, R$ 100 milhões vão para o Programa de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RAHAE), para alocação de mestres e doutores ao setor empresarial.

Em dois momentos, o ministro falou sobre a importância da educação para o setor de TI. Para os empresários, Alvim disse que não existe outro caminho para transformar esse país que não seja por meio da educação, da ciência e da tecnologia. Questionado sobre a queixa geral no Brasil por parte de empresas do setor sobre falta de profissionais qualificados, o ministro disse no Startup Summit, que o país está formando, atualmente, 100 mil profissionais para o setor.

- É menos política e mais ação. Eu gosto de dar o exemplo do que está acontecendo nas áreas de tecnologia da informação. Primeiro, uma parceria público-privada. Hoje, estamos próximos de estar capacitando 100 mil pessoas. O ensino formal, talvez, esteja formando 50% disso. A maior parte está se fazendo cursos com metodologias ágeis – disse o ministro.

Segundo ele, a economia digital chegou e é preciso não só ter profissionais preparados para atuar nas empresas, mas também usuários que vão comprar serviços digitais.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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