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Análise

A venda da Hering e as mudanças de controle de empresas

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Por Estela Benetti
01/05/2021 - 12h12 - Atualizada em: 02/05/2021 - 07h23
A Hering é uma das marcas de moda mais presentes nos shopping centers do Brasil
A Hering é uma das marcas de moda mais presentes nos shopping centers do Brasil (Foto: Divulgação)

O anúncio da venda da Hering para o Grupo Soma, na segunda-feira (26-04), surpreendeu o mercado brasileiro pelo alto valor de R$ 5,1 bilhão. Também impactou Santa Catarina, pela troca de controlador da marca de moda mais icônica do Estado, há 140 anos em atividade sob a gestão da família fundadora, a Hering. 

Mas o negócio, que ainda precisa ser aprovado por órgãos reguladores, está em sintonia com as constantes mudanças de donos do capital empresarial no mundo e no Brasil. Dependendo de como for encaminhado, pode atrair mais atividades para o Estado.

Cia. Hering é vendida para o Grupo Soma, dono da Farm e Animale

A Hering não é apenas um símbolo de Blumenau e de Santa Catarina, mas todo o brasileiro tem uma memória afetiva com a marca. Quase todos usaram alguma peça da Hering algumas ou muitas vezes. 

Em entrevista na quarta-feira (28/04), o presidente da companhia, Fábio Hering, disse que “Blumenau não está perdendo a Hering” como publicou o nosso colega colunista Pedro Machado. Vejo, por exemplo, muita sintonia dos produtos Hering com os da Farm, a marca colorida do Grupo Soma, o que indica que pode ter produção conjunta em Santa Catarina.

Com uma economia repleta de empresas familiares bem-sucedidas, Santa Catarina viu nas últimas duas décadas diversas trocas de donos de empresas. Na maioria das vezes, o comando até saiu do Estado, mas o negócio que movimenta a economia e os empregos ficou. Só para citar alguns, temos a Sadia, Perdigão, Datasul (Totvs), RD Station e Cremer.

O empresário Vicente Donini, presidente do conselho da Marisol, que anos atrás recebeu várias ofertas de compra da empresa mas a família optou por não vender, disse que considera natural essa consolidação em curso de empresas no país e no mundo.

- Elas buscam a conjugação de atributos das partes, sobretudo onde há ganhos sinérgico que, em última instância potencializam a remuneração do capital investido e beneficiam os consumidores, já que os ganhos de escala, de alguma forma, podem vir a ser compartilhado. Via de regra, tais movimentos, revitalizam os negócios envolvidos. No Brasil a pulverização do varejo é excessivamente elevada e o movimento de concentração é um caminho natural é recomendável – disse Donini.

Os líderes empresariais devem estar atentos aos movimentos melhores para os seus negócios. O importante é manter atividade, não deixar empresa morrer. A evolução muitas vezes exige diversificação, mudança de setor e também a mudança de dono do capital. Assim, as empresas seguem gerando impactos econômicos e sociais positivos.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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