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Venda de imóveis cresce no litoral de SC com impulso da segunda moradia

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Por Estela Benetti
21/06/2022 - 17h09
Divulgação, Prefeitura de Itapema
Itapema foi a cidade que vendeu mais imóveis, proporcionalmente à populção, em 2021 (Foto: Divulgação, Prefeitura de Itapema)

A região do litoral de Santa Catarina que compreende de Palhoça até Joinville, onde reside cerca de 40% da população do Estado, registrou no primeiro trimestre deste ano um crescimento de 16% na venda de imóveis e de 41% nos lançamentos de empreendimentos imobiliários frente ao trimestre anterior, dos últimos três meses de 2021. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, houve crescimento de 12% nos lançamentos e queda de 2% nas vendas, aponta a pesquisa feita pela Brain Inteligência Estratégica.

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O setor da construção civil passa por uma transformação no Brasil devido à inflação alta, mas os impactos na região do litoral catarinense são menores devido ao impulso da compra da segunda moradia por famílias de outras regiões do Estado e do país. Essa é a conclusão do sócio e consultor da Brain, Guilherme Werner.

Nesse levantamento foram incluídos os municípios de Florianópolis, região de Florianópolis (São José, Palhoça e Biguaçu), Balneário Camboriú, Camboriú, Bombinhas e Porto Belo, Itapema, Blumenau, Itajaí, Navegantes, Joinville e Araquari e Jaraguá do Sul.

O especialista destaca o protagonismo de algumas cidades influenciadas pela compra da segunda moradia por parte de famílias de outras regiões. Ele observa que Itapema, com a venda de 3.097 unidades e Bombinhas e Porto Belo, com 2.006 unidades registraram um aquecimento maior proporcionalmente a regiões com maior urbanização.

Balneário Camboriú vendeu menos unidades proporcionalmente, 1.350 em 2021, porque não tem mais muitos terrenos para novos empreendimentos. Joinville e Araquari, no mesmo período, venderam 2.124 unidades e a região metropolitana de Florianópolis, 4.483.

Ainda segundo a pesquisa, foram lançadas no primeiro trimestre deste ano, nessa região, 4.257 unidades habitacionais, frente a 3.809 no primeiro trimestre do ano passado. Quanto a unidades vendidas, foram 5.650 no primeiro trimestre deste ano, o que significa queda de -2,1% frente aos mesmos meses de 2021, quando foram vendidas 5.768 unidades na região.

O preço médio por metro quadrado dos imóveis da região subiu de 9.387 no primeiro trimestre do ano passado para R$ 10.055 no mermo período deste ano. Foi uma alta de 7,1%, inferior à inflação do período, que ficou em 11,3%.

O preço por metro quadrado foi mais caro em Balneário Camboriú, onde chegou a R$ 24.815. Em segundo lugar ficou Florianópolis com R$ 13.121, em terceiro Itapema, R$ 11.839, em quarto lugar Itajaí, R$ 11.303 e em quinto lugar Bombinhas e Bombas, onde o metro quadrado custou 9.905.

As cidades distantes da praia tiveram preços menores e abaixo da média da região. Em Joinville e Araquari, o metro quadrado médio ficou em R$ 7.716, na Região de Florianópolis chegou a R$ 6.066, em Blumenau ficou em R$ 5.733 e em Jaraguá do Sul, R$ 5.480.

Essas regiões um pouco mais distantes do litoral foram impactadas pela situação econômica, com inflação alta, elevados custos de materiais de construção e de edificações. Além disso, teve, também, o impacto da alta dos juros básicos nas taxas de financiamentos habitacionais.

Considerando imóveis populares, do programa Casa Verde e Amarela, no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período do ano passado houve uma queda de 76% nas vendas e retração de 41% nos lançamentos nessa região do litoral catarinense. Essa baixa oferta, apurada pela pesquisa da Brain, preocupa porque é esse segmento da população que mais precisa investir em moradia.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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