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WEG conclui testes de conectividade de redes 5G em fábrica de Jaraguá do Sul

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Por Estela Benetti
28/07/2021 - 19h43 - Atualizada em: 05/11/2021 - 08h55
WEG testou 5G na sua fábrica mais automatizada, em Jara
WEG testou 5G na sua fábrica mais automatizada, em Jaraguá do Sul, SC (Foto: WEG, Divulgação)

Um robô logístico conectado com antenas de tecnologia 5G instaladas em esteiras recebe peças de quatro pontos diferentes e busca rota alternativa quando encontra obstáculo. Esse é um exemplo da eficiência da tecnologia 5G em fábrica da WEG, de Jaraguá do Sul, que opera no conceito indústria 4.0. O projeto é em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para embasar regulamentação de redes 5G no Brasil.

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A primeira fase dos experimentos de conectividade na rede 5G do Open Lab WEG/V2COM encerrou com êxito. O uso de dispositivos de internet das coisas (IoT) em conexão com a nova tecnologia deu certo em diversos testes. De acordo com o diretor da V2COM (empresa da WEG), Guilherme Spina, a conectividade 5G oferece qualidade de tráfego, segurança, estabilidade e velocidade superiores na comparação com as tecnologias 3G e 4G.

- O principal destaque para a conexão 5G é a sua confiabilidade, o que faz com que os dados sejam enviados e recebidos de forma muito mais estável entre os dispositivos conectados à rede, tornando-a mais ágil e resiliente – afirmou Spina.

Nessa pesquisa, a WEG realizou testes para avaliar o desempenho e a convivência de dispositivos e antenas em ambiente real com a tecnologia 5G. Isso foi necessário para obter informações sobre faixas de frequência, latência, potência e demais características necessárias para aplicações em indústrias e, também, para uso pela Anatel em consulta pública. Todos os testes foram feitos com duas linhas 5G, uma própria da empresa e outra fornecida por uma operadora externa de telefonia.

Entre as conclusões das pesquisas da WEG está o fato de que o 5G permite aumentar o número de dispositivos conectados definir maior capacidade de tráfego a eles, o que possibilita uso massivo de dispositivos conectados. A companhia aproveitou também para melhorar os controles da empresa na prática. O 5G identificava, com uso de inteligência artificial, se os colaboradores chegavam de máscara ao trabalho. O uso de realidade virtual também passou pela análise. Um robô de inspeção conseguiu avaliar produtos remotamente.

Na avaliação do presidente da ABDI, Igor Calvet, esses testes da WEG vão ajudar a Anatel na definição da regulamentação e, também, permitirá às empresas avaliarem se é eficiente economicamente instalar essas soluções de 5G em redes privadas. Além da ABDI e da Anatel, as empresas Qualcomm, Claro e Nokia também foram parceiras do projeto, com o fornecimento de equipamentos e suporte técnico.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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