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    Para tomar cloroquina, doentes de Covid-19 em Blumenau precisarão assinar termo de ciência

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    Por Evandro de Assis
    20/08/2020 - 15h09 - Atualizada em: 20/08/2020 - 15h11
    Blumenau recebeu 36 mil comprimidos de cloroquina do governo federal
    Blumenau recebeu 36 mil comprimidos de cloroquina do governo federal (Foto: Código19, Folhapress)

    Pacientes com receita médica para uso de cloroquina no tratamento de Covid-19 em Blumenau terão de assinar um termo de ciência para receber o medicamento na rede pública de saúde. O documento informa sobre a falta de "estudos suficientes para garantir certeza de melhora clínica dos pacientes com Covid-19 quando tratados com cloroquina".

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    A entrega do documento é parte do Fluxo para Prescrição e Dispensação de Cloroquina no Tratamento da Covid-19 de Acordo com as Orientações do Ministério da Saúde, publicado nesta quinta-feira (20) no Diário Oficial. Blumenau acaba de receber 36 mil doses do governo federal e definiu os procedimentos para a entrega à população.

    Somente pacientes com receita médica, documento com foto e comprovante de residência em Blumenau poderão procurar as farmácias dos ambulatórios gerais para retirar as doses de 150 mg. Mesmo blumenauenses atendidos por convênios ou consultórios particulares podem ter acesso gratuito à droga.

    No termo a ser assinado, o paciente também é informado sobre efeitos adversos possíveis com o uso da cloroquina, como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias.

    Comprovação científica

    Sem citar a fonte, a portaria do município menciona que "um estudo francês mostrou que a eliminação do coronavírus da garganta de portadores da Covid-19 se deu de forma mais rápida com a utilização da combinação de cloroquina e o antibiótico azitromicina, quando comparados a pacientes que não usaram as drogas".

    Uma pesquisa com a participação de 55 hospitais brasileiros, incluindo o Santo Antônio de Blumenau, demonstrou que não há benefícios no uso da hidroxicloroquina em pacientes de Covid-19. Pacientes que usaram o medicamento combinado com azitromicina não tiveram evolução diferente dos que não tomaram o coquetel.

    Outras duas pesquisas publicadas pela revista Nature no fim de julho descartaram a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

    Assinada pelo secretário de Saúde Winnetou Krambeck, a portaria enfatiza que a prescrição da cloroquina é prerrogativa médica e que o tratamento deve ser baseado na autonomia do médico e na valorização da relação médico-paciente.

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