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Passaporte da vacina em Blumenau prejudicaria apenas uma minoria irresponsável

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Por Evandro de Assis
20/10/2021 - 15h33
Procura pela primeira dose despencou na central da Vila Germânica
Procura pela primeira dose despencou na central da Vila Germânica (Foto: Marcelo Martins, Divulgação)

Uma minoria irresponsável seria prejudicada pelo chamado passaporte da vacina em Blumenau caso a prefeitura tivesse interesse em implementá-lo. Trinta mil pessoas, cerca de 10% da população acima dos 12 anos de idade, segundo a estimativa populacional do IBGE, ainda não tomaram a primeira dose. Elas teriam problemas para frequentar eventos, restaurantes e bares, como já acontece no Rio de Janeiro e passará a valer em Florianópolis no mês que vem. Mas, por aqui, o município adotou estratégia menos rigorosa.

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Na análise do epidemiologista Ricardo Freitas, a baixa procura por primeira aplicação na Vila Germânica é indício de que está se esgotando o número de pessoas interessadas na vacina em Blumenau. Enquanto 261,5 mil pessoas fizeram a sua parte, a minoria faltosa usufrui dos benefícios da vida em comunidade sem aceitar a responsabilidade de zelar por ela. Adolescentes, que aderiram em massa à vacinação, têm demonstrado maior comprometimento social do que muita gente crescida.

Blumenau impôs a obrigatoriedade da vacinação apenas a servidores da Educação, da Furb e a comissionados do município. Não que esses grupos sejam antros de negacionismo, os dados de vacinação sugerem que a resistência está distribuída na sociedade. O custo político de pressioná-los é que é menor.

Liberdade individual

Nesta semana, a Câmara de Vereadores arquivou, por inconstitucionalidade, um projeto de lei que pretendia impedir a prefeitura de criar restrições aos não vacinados sob o argumento de proteger a liberdade individual. Como comparou o técnico alemão de futebol Jürgen Klopp, ninguém pode reivindicar o direito individual de beber e dirigir ou a liberdade de ir e vir no sinal vermelho. Aquele que não estiver disposto a fazer concessões mínimas em nome da segurança do trânsito não pode ter carteira de motorista.

Quem está se lixando para a comunidade onde vive deve ser convidado a isolar-se na própria insensatez.

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