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Florianópolis planeja exigir passaporte da vacina em novembro

Prefeitura já tem data prevista para começar a cobrar comprovante de imunização para a entrada em eventos

30/09/2021 - 19h23 - Atualizada em: 21/10/2021 - 19h09

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Luana
Por Luana Amorim
Locais que exigirem o comprovante vão ter um selo da prefeitura
Locais que exigirem o comprovante vão ter um selo da prefeitura
(Foto: )

Florianópolis definiu uma data para começar a exigir o passaporte da vacina: 16 de novembro. O plano é garantir que todo o público adulto receba a segunda dose contra Covid-19 antes de cobrar o comprovante de imunização para acesso a eventos, shows e outros locais. Os detalhes foram revelados com exclusividade pelo prefeito Gean Loureiro em entrevista à repórter Ana Vaz, da NSC TV.

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Segundo Loureiro, uma proposta foi finalizada pelo município e será colocada para discussão com entidades da Capital em breve. Nesta etapa, que deve ir até 15 de outubro, poderão ser feitos ajustes.

O prefeito explica que o passaporte vai valer para acesso a casas de eventos e shows com público acima de 500 pessoas. Quem tiver mais de 18 anos precisará comprovar que recebeu as duas doses.

Já para o setor de gastronomia, hotéis e outros estabelecimentos, com público abaixo de 500 pessoas, a medida será uma recomendação. Aqueles que optarem por adotar o comprovante receberão o selo de "local seguro". 

As pessoas que não puderam tomar o imunizante por alguma questão médica terão que apresentar uma declaração, segundo o prefeito.

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A ideia é publicar o decreto com as regras para o passaporte da vacina até o final de outubro, com previsão para começar a valer no dia 16 do mês seguinte. Segundo a prefeitura, a expectativa é que até essa data pessoas acima de 18 anos tenham garantido a imunização completa contra a Covid-19.

Para jovens de 12 a 17 anos, deve ser cobrado o passaporte com confirmação de aplicação da primeira dose. Essa faixa etária foi incluída como público-alvo da vacinação recentemente.

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Momento da pandemia contribuiu para as medidas 

De acordo com Gean Loureiro, vários indicadores, como número de casos, internações, óbitos e o ritmo da vacinação, foram levados em conta na hora de montar as novas estratégias de combate à pandemia.

— Nós percebemos que, à medida que ampliamos a vacinação, mesmo com Florianópolis sendo uma das cidades do Brasil com o maior percentual de população com o ciclo vacinal completo, temos que avançar ainda mais. Nesse momento, ainda é preciso manter os cuidados necessários para que possamos ter um verão totalmente seguro — salienta o prefeito.

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Até esta quinta-feira (30), segundo o Painel do Coronavírus do NSC Total, Florianópolis tinha 597 casos ativos da Covid-19, ou seja, pessoas que ainda podem transmitir o vírus. Desde o início da pandemia, foram confirmados 81.600 casos e 1.059 mortes.

Em relação à vacinação, 57,5% da população da Capital está totalmente imunizada, seja com a segunda dose ou a vacina de dose única, de acordo com o Monitor da Vacina do NSC Total. Já 83,4% dos moradores receberam a primeira dose.

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