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Usar máscaras é o mínimo que SC pode fazer contra a variante Ômicron

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Por Evandro de Assis
05/12/2021 - 09h33 - Atualizada em: 05/12/2021 - 16h24
Mensagens sobre vacinas e riscos ainda existentes precisam ser claras e coerentes
Mensagens sobre vacinas e riscos ainda existentes precisam ser claras e coerentes (Foto: Patrick Rodrigues, BD, Santa)

O mesmo governo de Santa Catarina que libera a população de usar máscaras em ambientes abertos impede eventos ao ar livre sem controle de público. Sob a ameaça da variante Ômicron, a mesma regra estadual que pretende evitar aglomerações de não vacinados mantém os shows de fogos de artifício abertos a qualquer um no Ano-Novo. Se o show for de música, não pode. Se for pirotécnico, sem problema.

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Enquanto em Santa Catarina só estão permitidos eventos com mais de 500 participantes que exijam comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou teste negativo, a Secretaria de Cultura do governo federal proíbe que as promoções culturais apoiadas com recursos da Lei Rouanet barrem quem não está vacinado. Promotores de eventos estão de cabelo em pé com a insegurança jurídica.

Desde o início da pandemia de Covid-19, não faltaram contradições e sinais trocados por parte de autoridades. Por causa disso, e do estresse que geram, ficou progressivamente mais difícil implementar medidas de redução do contágio. Já são 20 mil catarinenses mortos pela doença.

Com 5 milhões de pessoas completamente vacinadas, as mensagens precisam ser claras e coerentes. As vacinas são muito eficazes para reduzir mortes e internações, mas não bloqueiam o contágio de vez. Alguém sem máscara ou em aglomerações tem maiores chances de contrair o vírus e passar para alguém ainda desprotegido, como uma criança.

Ômicron no Brasil

Quem aceita o risco de pegar a doença contribui para a sobrevivência do vírus. Cada contaminado representa chance extra de surgir uma variante resistente às atuais vacinas. Ainda não sabemos se é o caso da Ômicron — bata na madeira —, mas ela serve de alerta. Imagine o impacto na vida de todos se a pandemia recrudescesse.

Perto do risco de grave retrocesso no combate ao coronavírus, ficar sem show de fogos e usar máscara em qualquer circunstância é o mínimo que SC pode fazer.

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