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Decepção na Ressacada

Avaí, ainda inseguro e sem repertório de jogo, esbarra na forte e estruturada equipe da Ponte Preta

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Faraco
Por Faraco
11/09/2020 - 22h06
Meia João Paulo, ex-Avaí, fez o gol da Macaca
Meia João Paulo, ex-Avaí, fez o gol da Macaca (Foto: reprodução/ Premiere FC)

Mais uma vez a derrota deixou muito clara a diferença entre um time que já está treinado, montado, e que sabe o que precisa fazer em campo, e um time que, apesar de ter qualidade, ainda busca acerto e melhores escolhas de escalação. Foi o retrato da derrota do Avaí para a Ponte Preta, na Ressacada.

O Avaí fez um bom primeiro tempo, que foi movimentado e equilibrado, com sete finalizações, que representavam a mesma produção ofensiva da Ponte. O time teve uma proposta de menos posse de bola e mais objetividade. O lado direito com Kelvin foi o ponto forte do Avaí. O jogador foi escalado por Geninho e enquanto teve fôlego foi bem na partida. Do outro lado as coisas não funcionavam, com Valdivia e Leonan, que não estavam bem.

Cada time teve uma chance mais clara. A Ponte com Moisés, num erro de saída de bola de Pedro Castro. E o Leão num cruzamento da direita que ficou clara para Valdivia, mas o meia levou um susto com a bola e perdeu a oportunidade de marcar.

O segundo tempo foi da Ponte. O Avaí deu liberdade para o lateral direito Apodi e ele começou a segunda etapa criando. Na terceira jogada do lateral, surgiu o lance do pênalti bobo cometido por Pedro Castro. Aos 9 minutos, João Paulo cobrou e fez.

A partir daí o Avaí se desorganizou em campo, até com as alterações feitas. É a história do time que ainda não está rodado e ajustado, que não sabe como reagir na dificuldade. A Ponte ficou confortável, baixou a marcação pro campo de defesa e levou apenas um susto, numa jogada individual de Rildo que Daniel Amorim atravessou. Ivan defendeu.

Foram muitos erros de passe de um time que na adversidade não soube jogar e quase não produziu nada. Passou a ser uma equipe insegura e sem achar o caminho.

Depois do jogo, o técnico Geninho fez a análise perfeita de tudo que ocorreu em campo. O problema é que ele é o treinador e não um simples analista de jogo. Ele que treina, monta, escala, escolhe e tem a obrigação de intervir durante a partida para corrigir os erros. O Avaí está muito aquém do que pode, com apenas três vitórias em oito jogos. Geninho tem que ser cobrado.

Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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